Moradia Popular – Direito, luta e conquista!

Reunião das Mulheres da União dos Movimentos de Moradia 10.03.2018. Foto Cecília Figueira | Jornalistas Livres

Como parte de uma série de eventos da Secretaria das Mulheres da União dos Movimentos de Moradia, uma reunião de mulheres lutadoras por moradia popular de várias regiões da cidade da UMM – União dos Movimentos de Moradia em São Paulo, no dia 10.03 se encerrou com uma deliciosa. O evento também teve como objetivo além da confraternização pelo dia das mulheres e fortalecimento das lutas, angariar fundos para enviar representantes do Movimento para o Fórum Social Mundial – FSM a ser realizado de 13 a 17 de março em Salvador.Os representantes que irão para o FSM, irão participar de mesas para divulgar suas lutas, suas histórias, suas vivências e compartilhar com representantes lutadores de outros países da América Latina como as Mães de Maio da Argentina.

No local do evento, bem próximo à Estação do Metrô Belém, situado na Rua Toledo Barbosa, 202 serão construídas 225 unidades habitacionais conquistadas pelo movimento através do Programa Minha Casa Minha Vida – Entidades em que a participação dos futuros moradores é fundamental. (inserir grande faixa sobre a luta das mulheres e direito à Moradia sem Exclusão Social).

Segundo relato de D. Marisa, liderança do Movimento Sem Terra Leste 1, esta conquista, esta luta tem 25 anos, começou na gestão da Prefeita Luíza Erundina, que havia reservado esta área para habitação popular. Desde essa época o descaso de várias gestões foi evidente e somente no final da gestão Haddad, fruto de muita luta, o Movimento conquistou esta vitória: encaminhou um projeto que foi aprovado pelo Prefeito e pela Caixa Econômica Federal e que está em andamento. Este projeto prevê participação dos beneficiados em todas as etapas desde a elaboração do próprio projeto arquitetônico até a própria construção. Envolvendo outros setores da comunidade, o movimento local chamou grafiteiros da região para construir um grande mural e como divulgação afixaram uma placa que relata o destino da área, o tempo de luta e os parceiros envolvidos na execução do projeto. (inserir aqui a foto da entrada com mural de grafite).

Lideranças antiga e conhecida, Graça Xavier destacou que este evento faz parte de um conjunto de mobilizações e ações como processo de formação e reivindicação das mulheres da UMM do Estado de São Paulo. Recentemente cerca de 40 pessoas participaram de uma Audiência com a Defensoria Pública reivindicando o Direito á cidade, com moradia, digna, luz elétrica e tudo que é necessário para uma vida digna. Realizaram também no dia 08 de março, dia das mulheres uma passeata que saíu da Praça da República até a Prefeitura, reivindicando este direito ao Prefeito João Dória, denunciando a violência às mulheres e aos direitos humanos e a morosidade do Poder Judiciário no encaminhamento dos processos de concessão de áreas para habitação popular. Não faltaram críticas também à perda de direitos com o governo Temer.
Segundo Fátima, liderança MNM da região Sudeste, eventos como o de hoje com formação, troca de experiências e confraternização, serão realizados em várias regiões da cidade, sempre reforçando o direito á moradia sem exclusão social e o direito á cidade.
Complementando o evento foi realizada uma feira com produtos artesanais do Coletivo Mahin, que retratavam e reforçavam a afirmação e valorização da cultura negra, o empreendedorismo e a criatividade das mulheres como uma alternativa de renda , especialmente nesta época de crise.(se achar que vale a pena, colocar foto de artesanato)

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