Manuela D’Ávilla dá entrevista exclusiva aos Jornalistas Livres

Pré-candidata do PCdoB ao Governo Federal fala às vésperas da convenção de seu partido que deve definir os rumos da campanha

Foto da página de Facebook da candidata

Em entrevista exclusiva, e sem interrupções, a jornalista e ex-deputada federal coloca sua candidatura ao Palácio do Planalto a serviço da luta pela Democracia, que exige União e diálogo entre as esquerdas e demais forças progressistas. Ela fala sobre os ataques sofridos no ex-programa de entrevistas Roda Viva, sobre a prisão de Lula, as críticas do partido aos governos do PT, os paradoxos do apoio parlamentar, o golpe, as possibilidades de construção de uma maioria no Congresso, as candidaturas da frente (ampla ou não) que exige a volta da democracia, e muito mais.

Manuela, encarna o melhor do novo feminismo brasileiro. Aquele que exige respeito, espaço, reconhecimento. Que não pede favor. Que é solidário. Sobre o episódio Roda Viva, em que foi interrompida mais de 50 vezes pelos entrevistadores, que queriam falar mais do que ela (afinal, ela é só ela, uma ManuEla), a militante afirma que isso é o que sempre se fez com as mulheres. A diferença foi a reação, ocorrida principalmente pelas redes, em defesa do seu direito de falar, se expressar, divergir, existir. A diferença foi o sentimento de sororidade que fez com que cada mulher se reconhecesse como alvo do CalaBoca que se pretendeu impor a Manu.

Essa militância por Direitos é a mesma que está na base da defesa que Manuela faz de Lula, contra a prisão injusta que os adversários políticos do petista impõem a ele neste momento. Mas Manuela não faz dele uma defesa teórica. Ela pensa no frio que Lula sofre no cárcere de Curitiba, longe da família e da liberdade. Os olhos dela se abrem num brilho de indignação emocionada contra tanta injustiça.

Manuela nem por isso deixa de fazer as críticas que julga necessárias aos governos do PT. Ela se entusiasma ao discorrer sobre uma grande frente, a seu ver necessária, para derrotar as ameaças todas que estão colocadas aos trabalhadores, ao povo pobre, às mulheres, aos negros, pelo projeto neoliberal. E se dispõe a unir forças para impor a vontade popular, estrangulada em 2016 pelo golpe que depôs a presidenta Dilma Rousseff.

Neste sábado, dia 21 de julho, o PCdoB se reúne para decidir sobre a candidatura de Manu. O partido discute com o PT uma possível frente entre as duas grandes organizações da esquerda brasileira. Também com Ciro Gomes houve tratativas. O certo é que a guerreira Manuela estará ao lado do Brasil.

Créditos: Entrevista por Cecília Bacha, Lina Marinelli, Murilo Matias e Laura Capriglione. Fotografia por Lina Marinelli e Thalita Oshiro. Edição: Gustavo Aranda.

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2 comentários:
  • Luana Satelis Meira
    22 julho 2018 at 17:44
    Comente

    Achei a linguagem muito difícil e pouco acessível

  • Val
    23 julho 2018 at 3:12
    Comente

    Esse povo so sabe ficar se fazendo de vítima. Tudo e motivo para manipular e dar uma de coitadinho. O povo já tá com nojo dessa mesma forma de fazer política.

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