CURIOSIDADES DA RÚSSIA: a dança dos Cossacos

Da Gazeta Laika

“Ontem sonhei que estava em Moscou, dançado pagode russo na boate Cossacou”. Ontem não teve pagode, mas teve vitória brasileira em Moscou. Ao vencer a Sérvia por 2×0, o Brasil se classificou para as oitavas de final, para o alívio da torcida.

Agora, vocês sabiam que o “Pagode Russo”, famoso forró de Luiz Gonzaga, não é apenas uma divagação do nosso compositor nordestino? A comparação que ele faz entre o frevo e a dança dos cossacos “naquele cai ou não cai”, vem sendo estudada por historiadores que apontam que a origem do ritmo pernambucano pode ter relação direta com os cossacos.

Os “Kosak”, que vem do turco “homem livre”, foi um dos povos fundadores da Rússia. Eles formavam tribos nômades de camponeses que não queriam se submeter a servidão. Durante a história eles se fixaram no sudoeste do país, onde hoje é a Ucrânia, também nos montes Urais e na Sibéria. Durante o Czarismo eles se transformaram em regimentos de soldados a comando do rei. Tanto é que em 1917, após a revolução, eles lutaram no Exército Branco para manter a monarquia. Depois que o Exército Vermelho venceu a guerra civil, muitos cossacos foram mortos ou fugiram do país. Alguns deles chegaram ao Brasil.

Estudos apontam que a origem do frevo, pode estar relacionado ao contato que alguns pernambucanos tiveram aos navios cossacos que atracavam nos portos de lá. A famosa dança malabarística dos cossacos pode ter inspirado os dançarinos do Nordeste a criar a dança, que combina passos de capoeira, ballet e também, a dança dos cossacos.

 

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

A construção de imaginários geopolíticos e o conflito Rússia Ucrânia

Nos últimos dias, as representações sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, na imprensa e nas redes sociais, nos forneceram exemplos emblemáticos a respeito de como determinados imaginários geopolíticos são construídos; ou seja, como formulamos nossas imagens mentais sobre outros países, povos, continentes, chefes de Estado e organizações supranacionais, distantes de nosso convívio.