Bolsonaro terá de responder na Justiça por ordenar comemoração do golpe de 1964

Vítimas da Ditadura protocolam ações contra ato de Bolsonaro; governos militares mantiveram-se à custa de prisões, torturas e assassinatos de opositores

Um grupo formado por vítimas da ditadura protocola hoje (27 de março) um Mandado de Segurança e uma Ação Popular contra a ordem do Presidente Jair Bolsonaro de comemorar o aniversário do Golpe Militar e consequente instauração da ditadura civil-militar em 31 de março de 1964.

Os autores da ação, Tatiana Merlino, Angela Mendes de Almeida, Amelinha Teles, Janaina Teles, Edson Teles, Crimeia Alice de Almeida e familiares de Herzog, através do Instituto Herzog, são vítimas ou são familiares vítimas da Ditadura Militar reconhecidas pela Comissão Nacional da Verdade, em seu relatório final publicado em 2014.

Os argumentos apresentados pelas vítimas do Estado brasileiro baseiam-se na violação do texto constitucional, em seus dispositivos e fundamentos, o descumprimento de tratados e jurisprudência internacionais, entre elas a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que condenou o Brasil no caso Gomes Lund, assassinado na Guerrilha do Araguaia.

“Nós nos sentimos novamente vítimas do Estado e desrespeitados pelo Presidente da República, que há apenas 90 dias jurou respeitar a Constituição Brasileira”, disse Tatiana Merlino. “É indignante que um Presidente da República autorize e estimule a comemoração de torturas e mortes perpetradas no Brasil. Isso é um ultraje às vítimas e à democracia no país, além de ser uma vergonha perante a comunidade internacional sem precedentes ”, completou.

A Ação Popular será proposta em São Paulo e aponta a imoralidade, a improbidade e a ilegalidade administrativas que caracterizam o ato e o consequente atentado contra a dignidade do cargo de Presidente da República. O Mandado de Segurança será protocolado no Supremo Tribunal Federal em Brasília e defende que o ato viola o direito líquido e certo das vítimas e de seus familiares à memória e à verdade.

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5 comentários:
  • raimundo nonato ferreira
    27 março 2019 at 21:04
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    Jornalistas livres:
    Os Srs ao invés de escreverem matérias jornalística pertinente,ficam fazendo intriga entre governo e sociedade.
    Quê tipo e esse de jornalismo!!
    Tá mais para mixiriqueiro.

  • joao nelson da silva
    28 março 2019 at 7:01
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    será que o bolso chamaria o ustra para torturar os envolvidospela a morte da mariele,ja que ouvi dizer
    que o entao presidente trabalhou no dops nós anos 60

  • Carlos
    28 março 2019 at 13:45
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    Raimundo, o que eles estão mostrando É PERTINENTE. Vc precisa ler mais sobre a ditadura de 1964 e o retrocesso que ele representou para o país. Saudar a ditadura é saudar torturadores e assassinos. Essa é a responsabilidade do Bolsonaro. Esse homem não tinha que estar no poder. Vc tem que entender isso.

  • Jefferson
    29 março 2019 at 8:45
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    Parabéns aos Jornalistas Livres, farão história no jornalismo.

  • Mary
    4 abril 2019 at 16:20
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    Muito justa a demanda dos familiares de Vítimas da Ditadura!! Apologia a Tortura, Ao massacre as Minorias, Aos crimes contra os mais Fragilizados, é Crime Hediondo!! 1 Presidente tem o Dever de Zelar pelo País, Pelo Comércio Exterior, Pelo Bem estar da Sociedade, Principalmente dos mais Fragilizados: os pobres, os doentes, os idosos, as Crianças!! Foi para isto que ele pediu para ser Presidente!!!

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