Paulo Galo, dos Entregadores Antifascistas, é investigado por fogo no Borba Gato e se apresenta à polícia

Paulo Galo se apresenta nesta quarta (28), às 14h, no 11º DP de Santo Amaro, que investiga o incêndio da estátua de Borba Gato
Líder do grupo Entregadores Antifascistas, Paulo Galo
Líder do grupo Entregadores Antifascistas, Paulo Galo

O fundador do grupo Entregadores Antifascistas, Paulo Roberto da Silva Lima, que tem o apelido de Paulo Galo, se apresentará nesta quarta-feira (28), às 14h, no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, que investiga o incêndio contra a estátua de Borba Gato, no bairro de Santo Amaro (zona Sul de SP).

Segundo o advogado André Lozano de Andrade, entrevistado pela reportagem dos Jornalistas Livres, Paulo Galo se apresentará à polícia e dará sua versão sobre os fatos ligados à ação assumida pelo coletivo “Revolução Periférica”, e que envolveu dezenas de jovens moradores das periferias de São Paulo. Paulo Galo está sendo investigado como um dos supostos participantes do ato.

A polícia indiciou no dia seguinte ao incêndio no Borba Gato Thiago Viera Zem, apontado como sendo o dono do caminhão que usado para o transporte de pneus até o monumento do bandeirante genocida Borba Gato.

Paulo Galo decidiu se apresentar para colaborar com as investigações sobre o incêndio, a pedido dos policiais. O advogado André Lozano de Andrade dirigiu-se hoje à delegacia para agendar o comparecimento dele para prestar declarações. Lá, o representante tomou conhecimento da existência de pedido de decretação de prisão temporária contra Galo.

Os advogados pedem acesso ao inquérito para poder exercer o direito de defesa. E afirmam que, mesmo ciente do risco de prisão, o entregador antifascista prestará declarações e colaborará voluntariamente com as investigações “através de todos os meios possíveis”.

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

Lula acerta na economia?

Até agora o governo Lula 3 se configura como independente e assertivo na área econômica. Pode-se dizer que fosse economista, o Lula atual seria um desenvolvimentista, keynesiano e heterodoxo.

Bolsonaristas ameaçaram matar repórter dentro do Senado

“Encostaram uma arma na minha cintura, dizendo que eu ia morrer. Outro encostou em meu ouvido e disse que tinha outra arma nas minhas costas. Senti algo, como um pequeno cano. E não paravam de me xingar com diversos palavrões. Comecei a implorar pela minha vida”