Ô dó

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Entre o primeiro poço de petróleo no Brasil, em Lobato, bairro de Salvador, e o chamado megaleilão do pré-sal, passaram-se oitenta anos. Ironia ou castigo do destino, as bodas de carvalho deu-se com um banho de óleo, ouro negro, nas brancas praias da Bahia, uma mácula para Iemanjá.

 

O dó. Pensar em tudo que o petróleo trouxe à humanidade dá-me uma imundice na alma; é plástico, é borra, é fumaça da pior espécie, é guerra, é soberba, é dominação.

Como seria um mundo sem petróleo? Será que teríamos feito tanta guerra? Será que teríamos encontrado outras soluções para as necessidades e novidades do mundo e suas ideologias?

Difícil saber se sem petróleo estaríamos mais plenos e limpos, tudo tão obscuro nas vontades e atitudes humanas, mas sei, estamos mais triste após o plástico e a gasolina, mais feios, mais sujos.

 

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