Ô dó

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Entre o primeiro poço de petróleo no Brasil, em Lobato, bairro de Salvador, e o chamado megaleilão do pré-sal, passaram-se oitenta anos. Ironia ou castigo do destino, as bodas de carvalho deu-se com um banho de óleo, ouro negro, nas brancas praias da Bahia, uma mácula para Iemanjá.

 

O dó. Pensar em tudo que o petróleo trouxe à humanidade dá-me uma imundice na alma; é plástico, é borra, é fumaça da pior espécie, é guerra, é soberba, é dominação.

Como seria um mundo sem petróleo? Será que teríamos feito tanta guerra? Será que teríamos encontrado outras soluções para as necessidades e novidades do mundo e suas ideologias?

Difícil saber se sem petróleo estaríamos mais plenos e limpos, tudo tão obscuro nas vontades e atitudes humanas, mas sei, estamos mais triste após o plástico e a gasolina, mais feios, mais sujos.

 

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crônica
2 comentários:
  • VICENTE DE PAULO SILVEIRA
    7 novembro 2019 at 18:48
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    Parabéns! Tem momentos que a evolução nós três saudades dos velhos tempos. Não somos capazes de evoluir ao lado da natureza? Contradição nossa realidade: somos parte integrante, inseparável e complementar da natureza! O que poderemos fazer para que esta condição seja inserida em nossa cultura? Tem caminhos. Sugiro são Jornalistas Livres que sejam “Livres” e promovam estas mudanças. Serei parceiro! Abraços.

  • VICENTE DE PAULO SILVEIRA
    7 novembro 2019 at 18:49
    Comente

    Errata: …. nos traz saudades …..

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