Ministério Público do Trabalho defende Greve Geral

O Procurador Geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury,  se manifestou, através da Nota Pública abaixo, sobre a Greve Geral anunciada para o dia 28 de abril de 2017, próxima sexta-feira. A Greve Geral, que não tem uma liderança, chama os trabalhadores para esvaziar as ruas contra os retrocessos da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista e da Lei da Terceirização

NOTA PÚBLICA

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, considerando a Greve Geral anunciada para o dia 28.04.2017, vem a público:

I – DESTACAR que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” ( art. 9º da CF/88);

II – ENFATIZAR a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo e adequado de resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite açodado no Congresso Nacional, diante da ausência de consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores (Convenção OIT n. 144);

III – REAFIRMAR a posição institucional do Ministério Público do Trabalho – MPT contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada “Reforma Trabalhista”, que violam gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho;

IV – RESSALTAR o compromisso institucional do MPT com a defesa dos Direitos Sociais e com a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e menos desigual.

Em Minas Gerais, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região determinou a suspensão do expediente no dia 28 de abril, sexta-feira. Participaram da decisão representantes de entidades como a OAB e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho. A decisão foi unânime e muitos desembargadores se pronunciaram contra as Reformas Previdenciária e Trabalhista, propostas pelo governo de Michel Temer.

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