Futebol feminino do Brasil: uma história de luta

Hoje o Brasil perdeu nos pênaltis para a Suécia, mas não foquemos nas derrotas e sim nas vitórias.

Pela primeira vez nossas meninas da seleção feminina de futebol receberam tanto apoio e força. Pela primeira vez fomos colocadas como alvo da fé e do entusiasmo brasileiro.

Trocaram Neymar por Marta na camiseta da seleção. Pela primeira vez sentamos numa mesa de bar e pudemos ouvir os comentários sobre todas as jogadoras, com nome e trajetória dentro do futebol. Barbara virou ídola, Formiga recebeu a atenção que merecia e foi elogiada por seu desempenho formidável aos 38 anos. Andressinha virou referência, e Andressa Alves estava na boca do povo. Raquel jogou pela primeira vez uma olimpíada. Cristiane deu um show e Beatriz ganhou todos os olhares. Poliana estava na boca de todos os comentaristas. Aline, Mônica, Rafaelle, Bruna, Érika, Fabiana, Tamires, Thaísa, Debinha, todas elas ganharam a atenção, o carinho, a força do povo brasileiro.

Pela primeira vez foi dito “jogue como uma mulher” com uma conotação positiva.

Vale ressaltar que esta frase é utilizada há muito tempo pelo feminismo, mas que sempre ganhou uma conotação negativa quando era usada pelos comentaristas e por toda a essa sociedade machista. Hoje, mesmo não chegando à final, vencemos.

Vencemos porque fizemos história, e venceremos a cada vez que lembrarmos desses jogos olímpicos. Nós não esqueceremos e não vamos deixar o mundo esquecer.

As mulheres do futebol do Brasil são referência, merecem apoio e força, mas não só isso. Não esqueceremos e cobraremos. Cobraremos patrocínio, investimento, estrutura, visibilidade.

Cobraremos o que nos é nosso de direito, porque, aqui no Brasil, provamos que pra jogar bem, tem que jogar como uma mulher.

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