Esquerda perde em capitais importantes, mas ganha nova esperança

EDITORIAL: Gratidão, Guilherme Boulos, Luiza Erundina, Manuela D'Ávila e Marília Arraes.

EDITORIAL

Fomos derrotados? Nós achamos que não. Talvez, se tivéssemos prometido uns terrenos para os tubarões do mercado imobiliário, prometido dar concessões de cemitérios para a Universal, prometido dissolver a pauta de costumes e liberdades para agradar os fundamentalistas… Se tivéssemos abraçado o cadáver do Maluf, talvez tivéssemos ganho.

Perdemos, sim. Mas não fomos derrotados.

Preferimos perder em São Paulo. Preferimos perder em Porto Alegre. Preferimos perder no Recife. Porque fizemos campanhas lindas nesses três lugares, resgatando as bandeiras da humanidade, da solidariedade, da Esquerda.

A gente lembra como essas bandeiras estavam rotas e rasgadas, depois de anos de criminalização do PT e dos Movimentos Sociais. E ver, nesta eleição, essas mesmas bandeiras —restauradas pelos sonhos mais generosos e libertários— serem de novo agitadas com alegria e entusiasmo por todo mundo que admiramos, como as mulheres, os pretos, favelados, sem-teto, artistas, trabalhadores, LGBTQI+… Isso não tem preço!

A direita jogou sujo demais com fake news, misoginia explícita e compra de votos. De forma escandalosa, e ao arrepio da legislação eleitoral, os representantes do grande capital distribuíram cestas básicas e migalhas em dinheiro para pessoas que voltaram a sofrer com a fome por culpa das políticas econômicas que essa mesma direita apoia e patrocina.

A Esquerda que emerge dessas eleições tem carisma, tem juventude, tem propósitos. E tem princípios. Não está disposta a qualquer coisa para alcançar o Poder. 2022 será melhor!

Gratidão, Boulos, Erundina, Manuela D’ávila, Marília Arraes e todos e todas que lutaram e se emocionaram com a idéia de que o Brasil pode ser muito melhor.

Essa Esperança ainda vai nos levar longe!

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