Em ação criminosa, PRF barra eleitores de votarem em todo os estados do Brasil

A Polícia Rodoviária Federal realiza, em pleno dia de segundo turno, uma série de blitzs e operações que impedem o eleitor de votar
Registros de ações criminosas da Polícia Rodoviária Federal em Caxias, no Maranhão, que impedem os eleitores da zona rural de votarem [Imagem: Reprodução/Twitter]

Após múltiplas denúncias de operações da polícia rodoviária em todo país, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intimou o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a explicar as razões pelas quais tais ações estão sendo tomadas. A região Nordeste e a cidade do Rio de Janeiro são os principais atingidos por essas operações, que estão causando congestionamento e impedindo eleitores, principalmente do candidato Lula (PT), de exercerem sua cidadania.

O prefeito de Cuité, Paraíba (PB), Charles Camaraense (Cidadania), denunciou uma ação criminosa da polícia rodoviária que instalou uma blitz na entrada da cidade, “impedindo que o povo possa vir votar”. “Não quero acreditar que é uma ação orquestrada para que o povo não possa vir votar. Está acontecendo agora, em pleno dia de eleições, blitz da Polícia Rodoviária na entrada de Cuité, impedindo que algumas pessoas venham votar”, disse o prefeito. Na gravação, é possível ver agentes da PRF ao fundo.

Também existem relatos de um intenso trânsito em regiões metropolitanas do Rio de Janeiro por conta de várias blitz da PRF.  Um dos principais logradouros do Rio e via de acesso para uma série de colégios eleitorais, a Avenida Brasil, foi alvo de uma dessas ações criminosas que atrapalham a circulação dos eleitores pela cidade. Existem registros de congestionamento na ponte Rio-Niterói, na entrada da cidade de Magé. Pessoas também utilizam das redes sociais para denunciar o não-oferecimento do passe livre para pessoas da região norte da cidade – benefício que estava garantido pela prefeitura do município. Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, que integra a Região Metropolitana do Rio, apontam redução da frota do transporte coletivo.

No sábado (29), o presidente do Tribunal Supremo Tribunal (TSE), Alexandre de Moraes, deu quatro horas para que os diretores da PF e da PRF expliquem operações das corporações que forem deflagradas no segundo turno das eleições. A decisão ocorreu após uma denúncia do PT de que as organizações estariam sendo usadas em favor da campanha do candidato Jair Bolsonaro (PL).

Logo após, Moraes proibiu qualquer operação da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal que envolvessem transporte público no dia do segundo turno das eleições, uma vez que poderiam interferir no acesso ao direito de voto. O senador Randolfe Rodrigues informou em sua conta de Twitter que já peticionou ao TSE um pedido de prisão imediata do diretor-geral da PRF por descumprimento da decisão judicial.

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