Consulado do Brasil em Lisboa declara greve às vésperas do 1º turno das eleições

Os funcionários do Consulado do Brasil em Lisboa exigem reajuste salarial e contratação de novos funcionários
Consulado brasileiro em Lisboa foto: reprodução
Consulado brasileiro em Lisboa foto: reprodução

Funcionários do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, em Portugal, declararam greve para reivindicar reajuste salarial que não acontece há 15 anos. O anúncio aconteceu às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil.

Desde o início do mês de setembro a possibilidade de greve vinha sendo levantada. Um pré-aviso de paralisação estava programado para ser entregue entre os dias 5 e 9 de setembro. Mas a greve foi cancelada pelo Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões Diplomáticas e dos Serviços Centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros (STCDE) sob a justificativa de que uma conversa entre o sindicato e o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafofô, iria solucionar as questões levantadas como o reajuste salarial.

A decisão de estabelecer uma greve a partir do dia 28 de setembro ocorreu após os funcionários da Embaixada Brasileira, também localizada em Lisboa, que cuida de assuntos diplomáticos entre Brasil e Portugal, terem recebido correções salariais entre 8% e 13% em julho. De acordo com Alexandre Viera, secretário adjunto do STCDE, questões cambiais prejudicam os trabalhadores na conversão real-euro “imagine que tem mil euros e de um momento para o outro já tem 900 e no outro mês já só tem 800”, explicou Viera.

Outra reivindicação da greve é pela contratação de mais funcionário para preencher postos que estão vazios. Segundo o embaixador Wladimir Valler Filho, cônsul-geral em Lisboa, o Itamaraty já foi notificado sobre a greve para tomar as medidas cabíveis. Ele ainda afirma que as eleições devem ocorrer sem problemas “estamos seguindo rigorosamente o calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até agora, não houve imprevistos”. A expectativa é de que os trabalhadores terceirizados permitam o bom andamento do processo eleitoral e que a greve seja revertida antes de 2 de outubro.

Lisboa é atualmente o maior colégio eleitoral fora do Brasil, com 45.273 eleitores cadastrados. O consulado é responsável por cuidar de questões que envolvam os cidadãos brasileiros residentes no exterior, como é o caso das eleições presidenciais.

Brasileiros com mais de 18 anos que residem no exterior devem comparecer ao consulado mais próximo para participar das eleições. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral 697.078 brasileiros estão aptos para votar fora do país, quase 40% a mais de votantes em relação a 2018. É permito votar apenas para presidente e é necessário ter feito requerimento de transferência de zona eleitoral até 151 dias antes das eleições, através do Titulo Net Exterior. O direito ao voto no exterior é restrito a residentes, em caso de eleitores que estejam fora do Brasil em viagens é necessário justificar a ausência perante a Justiça Eleitoral

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