As borboletas e pesticidas entre rios coloridos

Vejo o presidente depositando flores ao soldado desconhecido em países distantes, Bolsonaro desfila entre formalidades e hinos nacionais, garantindo fertilizantes às nossas lavouras que vencem as florestas nacionais. Assim, fiquei pensando em nossos hinos e nas borboletas, e nos fertilizantes e pesticidas.

Lagoa Ipawu, Terra Indígena do Xingu

Meu país tem poderes tão imensos que transformam florestas em roçados de gigantes,  como mágica, até a cor dos rios consegue mudar. Colorimos o Rio Doce, o Rio Paraopeba e o Rio Tapajós. Um dia, acredito que até pintaremos o mar. O Brasil é o máximo. Come o índio, come o rio, come o mato, alimenta o mundo.

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós é o refrão do  o hino oficial do Brasil republicano, composto em 1890, pelo jornalista e escritor Medeiros e Albuquerque e pelo compositor e maestro Leopoldo Miguez, sendo preterido como Hino da Proclamação da República, sem ser oficializado como o Hino Nacional. 

Para onde irão as borboletas quando os pesticidas, em plena liberdade, desafiarem no nosso peito a própria morte?

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