Árvore em extinção é derrubada por bolsonaristas para ato antidemocrático

Uma castanheira centenária foi utilizada para interditar a rodovia BR-163 em ato fascista que defendia a ditadura militar. MPF abriu investigação sobre o caso
A castanheira centenária foi derrubada por bolsonaristas para a interdição da BR-163 Créditos: Reprodução/PRF

Na manhã da última sexta-feira (4), um grupo de bolsonaristas golpistas derrubou uma grande árvore em extinção para interditar a rodovia BR-163 no Pará. Esse ato soma-se às inúmeras manifestações antidemocráticas ao redor do país que se recusam a aceitar o resultado das eleições presidenciais. No domingo (06), o Ministério Público Federal (MPF) pediu informações a outros órgãos federais sobre medidas tomadas para identificar e responsabilizar os autores do bloqueio na via pública.

 A castanheira centenária com cerca de 30 metros se localizava no km 332, em Novo Progresso, no Sudoeste do estado, e foi retirada ainda no mesmo dia da rodovia, liberando o trânsito. Os bolsonaristas da região ainda utilizaram outras árvores para bloquear a estrada.

O protesto bolsonarista antidemocrático ocorreu na altura da cidade de Novo Progresso, contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito no último dia 30/10 para seu terceiro mandato como presidente do Brasil. Novo Progresso foi a cidade paraense que deu mais votos ao candidato do PL, air Bolsonaro. Ele obteve quase 83% dos votos válidos. 

O MPF pediu à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  respostas sobre quais iniciativas foram adotadas para identificar e responsabilizar os autores da derrubada.

À PRF foram solicitadas as informações sobre o registro das placas dos veículos identificados no bloqueio, para que motoristas e passageiros sejam formalmente ouvidos. Além de uma lista dos agentes policiais incumbidos da ação de retirada da árvore da pista e da possível negociação com os manifestantes. 

Apesar de se tratar da derrubada de uma árvore em extinção sem autorização e para fins antidemocráticos, o caso ainda não foi tipificado como crime ambiental. O Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Civil e Militar e a Secretaria do Meio Ambiente não publicaram ou informaram seus posicionamentos até o momento. 

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