1° ato do ano em BH denuncia sufoco causado por novo aumento da passagem

O ano de 2016 será ano de luta. Apenas uma semana após o réveillon, o movimento passe livre – BH já convocou a primeira manifestação do ano contra o aumento da tarifa da passagem. Apesar do verão, das férias e do calor, cerca de 500 pessoas compareceram percorrendo a cidade durante três horas sem nenhum incidente.

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O ato teve como objetivo denunciar o terceiro aumento do ano desde janeiro 2015. A tarifa, que na época era de R$ 3,10, subiu para R$ 3,40 em agosto de 2015 antes de ser rebaixada de novo para R$ 3,10 por decisão judicial a pedido da Defensoria Pública de Minas Gerais. Mas a Prefeitura de Belo Horizonte ganhou o recurso e conseguiu revogação da liminar em outubro e a passagem aumentou de novo para R$ 3,40. Desde domingo 3 de janeiro deste ano, a passagem subiu para R$ 3,70, ou seja 20% a mais que em janeiro do ano anterior. Um aumento bem acima do índice de inflação de 11%. As outras tarifas também aumentaram, mas em proporção menor. As intermunicipais passaram de R$ 3,95 a 4,45 (12%), e não tiveram reajuste no meio do ano 2015.

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O Ministério Público de Minas Gerais já entrou com ação pedindo a suspensão do aumento e novo calculo do valor, mas até hoje o pedido não foi analisado.
Segundo o Movimento Passe Livre, esse aumento não é um acaso nesse ano de eleição. O movimento denuncia a prática de desvio de dinheiro praticada pelas empresas de ônibus que são notórias financiadoras das campanhas eleitorais. O atual Prefeito, Marcio Lacerda, que fecha seu segundo mandato com alta insatisfação popular, terá que redobrar de apoios para conseguir a eleição de seu sucessor no cargo.
Essa troca de favores entre poder público e empresas privadas é o principal obstáculo há implantação de um sistema público de transporte, reivindicado pelos movimentos. Nessa sexta feira, estudantes, trabalhadores e militantes gritaram a insatisfação popular perante esse aumento inaceitável sem melhoria do serviço. A mobilização segue firme e promete novos atos se a tarifa não baixar.

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