Vive embaixo d’água também, lamento da palavra

Entre tanta água que do céu caiu na Bahia e Minas, do litoral de São Paulo fiquei  observando o ritmo do mar, água voraz de praia, coisa que não diminui, só aumenta.

Pensei no doce da água, pensei no mercúrio nas águas, pensei no sal, onde tudo é meio cruel, e belo, também paixão e alimento. A praia é área democrática, me senti tão livre com pé na areia, mesmo tendo medo. Curioso é o arco que separa e une, arco-íris entre ondas, curso ou leito, uma água que flui, chove, tem marés. 

Mata a sede ou conduz? Pensei na gente que vive embaixo d’água também, como sabem os Yanomami. Cai o céu, seres invisíveis ou visíveis, todos somos.

Enfim, mais um ano encerra-se, não cansa nem desiste a palavra, líquida é a história também. Planeta água, país das águas, tudo está em risco e elucida.

Será mar.

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