Professora bolsonarista se recusa a orientar alunos que votaram em Lula

[Imagem: Reprodução/Internet]
Professora bolsonarista

A professora bolsonarista, Sheylla Susan de Almeida,  da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) diz que não vai mais orientar alguns alunos de farmacologia por considerá-los “esquerdistas”. A docente pediu para que os alunos se desligassem em um grupo de WhatsApp e declarou que os alunos “ou estão comigo, ou estão contra mim”. 

As mensagens foram enviadas na manhã desta quarta-feira (2) e foram divulgadas nas redes sociais no mesmo dia. “Procurem outro professor para orientar vocês. Amanhã estarei entregando a carta de desistência da orientação de vocês. Não quero esquerdistas no laboratório. Portanto, sigam a vida de vocês, e que Deus os abençoe. Se tiver mais algum esquerdista, que faça o favor de pedir desligamento. Ou estão comigo ou contra mim”, disse ela. O aviso feito pela professora causou revolta nas redes sociais. 

A mensagem da professora também identificava dois alunos específicos, Líbio e Débora. Em entrevista, Débora, doutoranda de 35 anos que utiliza o laboratório para sua pesquisa, comenta que não esperava receber uma mensagem desse tipo, já que faz postagens sobre política em suas redes privadas, mas nunca havia discutido o tema com a professora. “Nem toquei nesse assunto com ela, nunca houve discussão sobre isso.”

A aluna comenta que já havia sido tratada com grosseria pela professora que é declaradamente negacionista e foi contra as medidas lockdown durante a pandemia. Em seu Facebook ela já comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ditador nazista alemão Adolf Hitler.


A foto de perfil da docente aparece com um “Estou com Bolsonaro” e, também em suas redes sociais, ela já criticou abertamente as universidades públicas e os programas educacionais que foram implementados durante governos do Partido dos Trabalhadores (PT) mesmo tendo feito uso dele em parte de sua formação acadêmica. 

Após a repercussão do caso, a docente pediu desculpa aos dois alunos que citou na mensagem, utilizando a justificativa de que as emoções após as eleições fizeram com que ela tomasse aquela decisão. “No calor das eleições, acabei me excedendo nas palavras. Peço desculpas pelo ocorrido, as eleições passam e a educação fica”, afirmou.

Em nota a universidade afirma que a atitude absurda da professora configura assédio e que medidas serão tomadas assim que for finalizada a análise dos fatos. Confira o posicionamento da universidade: 

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