Professora bolsonarista é demitida após fazer saudação nazista em aula

O caso ocorreu em Ponta Grossa (PR) e a Confederação Israelita pede punição à ação da professora

No último sábado (8) passou a circular nas redes sociais o vídeo uma professora bolsonarista fazendo uma saudação nazista no final de uma aula. A docente foi identificada como Josete Biral e era professora no Colégio Sagrada Família, instituição católica, há mais de 10 anos. 

Por Júlia Galvão

No vídeo, Josete está vestindo uma bandeira do Brasil na frente de suas roupas e é possível ouvir ao fundo uma música não identificada. O contexto em que a saudação nazista aconteceu não foi divulgado, mas a diretoria da escola, em entrevista à Fórum, comenta que as ações da professora foram imprudentes, descuidadas e “um grande erro”. A professora foi demitida logo após a divulgação do ocorrido. 

Irmãs Edites, diretora-geral da escola, comenta que o colégio mantém posicionamentos políticos imparciais com relação à política. “Nós sempre procuramos ficar neutros e é esta a orientação que a escola passa aos alunos”.

Essa não foi a primeira vez que a professora chamou atenção, segundo alunos e funcionários da escola, Josete fazia campanhas pró-Bolsonaro nos corredores da escola usando adesivos e bottons do candidato em suas roupas, além de usar o horário de suas aulas para realizar propaganda política. 

Em outra ocasião, nas vésperas das eleições do primeiro turno, a mesma professora teria balançado uma bandeira do Brasil na janela da escola como forma de propaganda da campanha de Jair Bolsonaro. Segundo o advogado de Josete, a docente nega que tenha feito um gesto nazista. Veja o vídeo abaixo: 

A ação, que teria acontecido na sexta-feira (7), foi filmada por alunos do ensino médio que decidiram divulgar a filmagem nas redes sociais. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) pede investigação do ocorrido e, caso seja comprovada a saudação nazista, pedem que a professora seja punidade devidamente. A Federação Israelita do Paraná (FEiP) também declarou repúdio ao crime da professora.  

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