Um comitê de campanha do deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) foi atacado por um bolsonarista ao meio-dia desta terça-feira (27), em Novo Osasco.
Segundo o candidato, um homem, que se identificou como eleitor de Jair Bolsonaro, invadiu o local e disse que acabaria com o PT. Em seguida, destruiu materiais de campanha e agrediu a única apoiadora que estava no local.
A mulher relatou que o bolsonarista a empurrou diversas vezes, fazendo com que se machucasse ao bater o peito. Ela se dirigiu a delegacia para fazer um boletim de ocorrência, mas o agressor fugiu.
Em suas redes sociais, Emídio de Souza se pronunciou sobre o ataque: “Infelizmente a onda de ódio chegou a Osasco e hoje atingiu a nossa campanha. Um bolsonarista invadiu o nosso comitê do Novo Osasco, agrediu uma apoiadora e destruiu materiais. Vamos tomar todas as medidas para que esse sujeito pague pelos crimes que cometeu. O fim está próximo, bolsonaristas. O amor vai vencer. Vocês não nos intimidam!”, afirmou.
Ataques como esse se tornaram recorrentes. A cinco dias das eleições, as tensões políticas se intensificaram nas ruas do Brasil. Em especial a violência e angústia dos bolsonaristas, que começam a perceber o risco iminente de perderem. Só na última sexta-feira (23) foram registrados dois ataques: um em Angra dos Reis (RJ), onde uma jovem de 19 anos foi agredida com uma paulada na cabeça; e o outro em Montes Claros (MG), quando um PM atirou contra eleitores de Lula (PT).
Foram registrados, ainda, relatos de homicídios e tentativas de homicídios com facas, armas de fogo e até mesmo carros, como aconteceu com a vereadora Cleres Revelante (PT-RS), que teve seu carro atingido propositalmente por um bolsonarista, que, ao fugir da polícia, morreu em um acidente.
Além disso, também alvejaram uma casa que tinha a bandeira com a imagem do Presidente Lula na janela, em Recife, nesta semana. Aos casos se somam também o assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, durante sua festa de aniversário no julho deste ano, em Foz do Iguaçu, no Paraná, e de Benedito dos Santos, morto com 15 facadas na zona rural de Confresa, no Mato Grosso, no início deste mês.