Líderes do Congresso Nacional apontam que a reforma da previdência não será aprovada até o fim deste ano

Bolsonaro (PSL)  reafirmou a necessidade de fazer a reforma da previdência e sugeriu que a idade mínima para aposentadoria para os homens seja 61 anos e das mulheres de 56 anos

As declarações de Jair Bolsonaro (PSL) marcadas pela  intolerância  e o  apelo a violência contra os seus inimigos políticos sempre se opuseram aos preceitos da Constituição Federal e a Declaração dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

Para agradar o mercado, Bolsonaro (PSL)  reafirmou a necessidade de fazer a reforma da previdência e sugeriu que a idade mínima para aposentadoria para os homens seja 61 anos e das mulheres de 56 anos, mas realçou que deve haver exceções como a dos policiais. O futuro presidente enfatizou que fará a reforma no começo de seu mandato.

O futuro presidente esteve presente na comemoração dos 30 anos da Constituição Federal e foi advertido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, além de inúmeros deputados e senadores dos limites de sua atuação e de que deve respeitar a lei maior do país. Além disto, os líderes partidários do Congresso Nacional apontaram que não há como aprovar a reforma da previdência até o final deste ano.E realçam que a equipe de Bolsonaro não tem segurança que conseguirá aprovar uma reforma da previdência dura, como a proposta pelo tucano Armínio Fraga que consegue a proeza de ser pior que a de Temer.(https://jornalistaslivres.org/proposta-enviada-para-jair-bolsonaro-sobre-a-reforma-da-previdencia-e-pior-que-a-de-temer/0)

As pedras no caminho para aprovação da reforma da previdência devem ser a força de corporações que rejeitam mudanças nas aposentadorias, como os militares, e de deputados e senadores novatos que são muito sensíveis à pressão das ruas.

Chama atenção que o futuro presidente repetiu o gesto do revolver com as mãos , que mostra um apelo a truculência que desrespeita a constituição Federal.

E para piorar a situação do futuro governo, os lideres avisaram que  não se pretende aprovar nenhuma medida polêmica até o final deste ano.

Por outro lado, o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, se manifestou contrario a tipificação dos movimentos sociais como organizações terroristas, mas sublinhou que devem ser responsabilizadas no caso de estragos a bens públicos e privados. Defendeu a maioridade penal aos 16 anos, mas somente para crimes graves, como homicídio, lesão corporal grave e estupro.

Moro prepara um pacote de medidas de combate a corrupção, que pode alterar a Constituição Federal e garantir a prisão em segunda instância, que superlota as cadeias e que joga milhares de pobres na prisão, mesmo que depois sem inocentados ou tenham sua pena reduzida.

Esta moderação do discurso do governo Bolsonaro  e a sinalização que deve seguir os marcos da Constituição Federal tem relação com as preocupações dos banqueiros da necessidade de superar o clima de polarização política vivida nas eleições e a necessidade de pacificar o país. A preocupação do empresariado tem relação com o medo e possível fuga de cérebros que o país pode viver, além da necessidade de haver um clima de paz para que os negócios prosperem.

Foto de Lula Marques

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