Indígenas Guarani M’Bya resistem no Jaraguá contra despejo

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Por Laura Capriglione, Lucas Martins e Fernando Sato | Jornalistas Livres

Ao lado da aldeia do Jaraguá, na zona norte de São Paulo, fica uma das poucas áreas de Mata Atlântica preservada. É no Jaraguá que os indígenas Guaranis M’Bya têm sua terra sagrada, terra de seus ancestrais. Mas é nessa terra que a empreiteira Tenda pretende construir um conjunto de apartamentos com vista direta para o pico do Jaraguá. A construtora Tenda tem entre seus acionistas o bilionário Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev, e fundos de investimentos administrados pelo Banco Itaú. Os guaranis resistem à devastação e estão ocupando a sua terra ancestral, enquanto a PM observa, a postos para reprimir o povo que, desde a conquista da América pelos europeus, há 520 anos, segue sendo massacrado pelos interesses capitalistas.

#Urgente GUARANIS ORGANIZAM A RESISTÊNCIA CONTRA REINTEGRAÇÃO DE POSSE QUE PRETENDE ARRANCÁ-LOS DE TERRA NO JARAGUÁ PARA CONSTRUIR PRÉDIOS DA EMPREITEIRA TENDAAo lado da aldeia do Jaraguá, na zona norte de São Paulo, fica uma das poucas áreas de Mara atlântica preservada. É no Jaraguá que os indígenas Guaranis têm sua terra sagrada, terra de seus ancestrais. Mas é nessa terra que a construtora Tenda, pertencente ao Itaú e ao bilionário Jorge Paulo Lemann, pretende construir um conjunto de apartamentos com vista direta para o pico do Jaraguá. Os guaranis resistem à devastação e estão ocupando a sua terra ancestral, enquanto a PM observa, a postos para reprimir o povo que há 520 foi massacrado pelos bandeirantes.

Gepostet von Jornalistas Livres am Dienstag, 10. März 2020

Autoridades, parlamentares e representantes dos indígenas Guaranis conversaram com o Coronel Alexander Bento, da Polícia Militar, que comanda a operação da reintegração de posse no terreno no Jaraguá, zona noroeste de SP.

Os indígenas exigem a presença do prefeito Bruno Covas para que saiam do terreno. Os Guaranis não oferecem nenhuma ação violenta. Seguem pacíficos aguardando Bruno Covas. A presença do prefeito traria uma possibilidade de diálogo sobre a importância do debate de demarcação de terras, da preservação e cuidados com o meio ambiente no local.

A palavra dos Guaranis é uma só, se as autoridades cumprem com o pedido, os indígenas saem do terreno. Mas não, sem antes, explicarem ao prefeito os males que podem ocorrer no local com a construção de torres de prédios.

Autoridades, parlamentares e representantes dos indígenas Guaranis conversam agora, com o Coronel Alexander Bento, da Polícia Militar, que comanda a operação da reintegração de posse no terreno no Jaraguá, zona noroeste de SP. Os indígenas exigem a presença do prefeito Bruno Covas para que saiam do terreno. A situação é urgente! Os Guaranis não oferecem nenhuma ação violenta. Seguem pacíficos aguardando @brunocovas. A presença do prefeito traria uma possibilidade de diálogo sobre a importância do debate de demarcação de terras, da preservação e cuidados com o meio ambiente no local. A palavra dos Guaranis é uma só, se as autoridades cumprem com o pedido, os indígenas saem do terreno. Mas não, sem antes, explicarem ao prefeito os males que podem ocorrer no local com a construção de torres de prédios. @satodobrasil, Jornalistas Livres

Gepostet von Jornalistas Livres am Dienstag, 10. März 2020

Veja a resistência logo nas primeiras horas da manhã de hoje (10)

GUARANIS ORGANIZAM A RESISTÊNCIA CONTRA REINTEGRAÇÃO DE POSSE QUE PRETENDE ARRANCÁ-LOS DE TERRA NO JARAGUÁ (SÃO PAULO) PARA CONSTRUIR PRÉDIOS DA EMPREITEIRA TENDA

Gepostet von Jornalistas Livres am Dienstag, 10. März 2020

ATUALIZAÇÃO: 12:40

A Juíza Estadual Maria Cláudia Bedotti já disse aos vereadores presentes que não vai rever a reintegração de posse. Apenas a construtora Tenda pode reverter a reintegração de posse. Os Guarani seguem resistindo em defesa do resto de Mata AtlÂntica que há no terreno entorno do seu território.

Uma comissão de vereadores, com Eduardo Suplicy, Juliana Cardoso, Eliseu Gabriel e Gilberto Natalini, foi encontrar com o prefeito Bruno Covas, que pode intermediar a negociação. A justiça federal é quem vai dizer o que pode ou não pode fazer. Pela justiça Federal, a obra está embargada, e é preciso esperar 40 dias.

Mas os Guarani precisam de mais garantias para sair do terreno onde a construtora Tenda já cortou cerca de 500 árvores nativas, e matou vários espécimes de aves e mamíferos.

Os Guarani estão ocupando para garantir a defesa da natureza e de sua cultura, já que propõem que ali seja construído um parque público destinado a preservar a sabedoria e as tradições guaranis, além das fontes de água e a biodiversidade da região.

Nota do Banco Itaú, enviada aos Jornalistas Livres no dia 11/03/2020

“O Itaú Unibanco não detém participação proprietária na construtora Tenda. A participação do banco na empresa se dá por meio de fundos de investimento distribuídos a clientes, que são indexados a índices da B3 e incluem diversas outras companhias de diferentes setores. O banco esclarece, ainda, que não aportou recursos no empreendimento em questão, seja por meio de financiamento ou de qualquer outro instrumento financeiro.”

COMENTÁRIOS

  • Como é revoltante o que está acontecendo, as esquerdas estão muito fraca. Onde vamos parar???

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