Estátua de Ogum é incendiada em Brasília

Na tarde de ontem (26/08), mais uma vez o monumento artístico criado pelo artista plástico Tatti Moreno foi vandalizado. As estátuas dos orixás, presentes na Praça dos Orixás em Brasília, sofrem com degradações desde 2005, em que a estátua de Iemanjá também foi queimada. Em 2016 a imagem de Oxalá sofreu do mesmo fim, queimada.

Das 16 estátuas erguidas na década de 90, até agora 6 delas foram vandalizadas, inclusive com a retirada de pedaços das esculturas.

A destruição da estátua de Ogum é apenas a última depredação realizada, e apesar da polícia não ter confirmado que foi criminoso (o boletim de ocorrência foi feito), a nota emitida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS) repudia os crimes de vandalismo (dano ao patrimônio patrimônio público) e de racismo religioso na Praça dos Orixás. Se juntam a nota do SEJUS a Administração do Plano Piloto e coletivos em defesa das religiões de matriz africana.

Estátua de Ogum antes de ser queimada. Foto retirada da internet (não achamos os créditos)

O caso está sendo acompanhando tanto pela polícia civil quanto pela SEJUS, que é responsável pelo combate à intolerância religiosa no Distrito Federal por meio da Coordenação de Políticas de Promoção e Proteção da Diversidade Religiosa (Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial, SUBDHIR/SEJUS).

“Ainda existem muitas pessoas intolerantes, capazes de um ato desses, o que eu considero como racismo religioso (…) A estátua queimada, de Ogum, representa a grande vitória, é aquele quem cuida de nossas lutas, que abre nossas estradas, caminhos. Ogum é aquele que nos ensina a vencer todas as guerras, ele está sempre com a gente.” – Nos relatou Adna Santos (conhecida como Mãe Baiana), atual coordenadora da SUBDHIR.

Às 10h da manhã (27/08), coletivos em defesa das religiões de matriz africana se reunirão na Praça dos Orixás em um ato contra o racismo religioso.

COMENTÁRIOS

  • então , onde fica a repercussão midiática no Brasil ? estátua de escravagista queimada sim é notícia e motivo de ações judiciais até com prisões e quanto a divindades de matriz africana fica só no ” vamos investigar ” o famoso linguajar policiês de esquece .

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