ENTENDA A CRISE: EUA ASSASSINAM LÍDER MILITAR DO IRÃ

Marcelo Buzeto analisa a crise gerada pelo assassinato do general do Irã pelos Estados Unidos e traça os prognósticos para a região do Oriente Médio
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O ataque realizado pelos Estados Unidos contra o Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, no dia 3, matou o principal comandante militar do Irã, o general Qassim Suleimani, e fez o mundo tremer por receio de uma nova guerra na região do Oriente Médio. Os EUA confirmaram que a ação foi autorizada pessoalmente pelo presidente Donald Trump e anunciaram que vão mandar outros 3.000 soldados para o Oriente Médio, enquanto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pediu “vingança implacável”.

Suleimani estava na vanguarda da geração revolucionária do Irã, juntando-se à Guarda Revolucionária do país aos 20 e poucos anos, após o levante de 1979 que derrubou a Ditadura do Xá Reza Phalevi, aliado dos Estados Unidos.

A Casa Branca notificou neste sábado (4) o Congresso americano sobre o ataque com drones que matou o comandante militar do Irã Qassim Suleimani no Iraque. Muitos parlamentares democratas —incluindo a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi—criticaram o presidente Donald Trump por não obter aprovação prévia ou notificar a Casa a respeito do ataque, que causou um aumento assustador da tensão entre o Irã e os Estados Unidos e seus aliados.

Protestos em frente à Casa Branca contra a guerra e contra o imperialismo americano – Andrew Caballero-Reynolds/AFP

Na noite de sábado (4), Trump postou em uma rede social que o Irã está mirando diversos alvos norte-americanos como forma de vingança pela morte de Suleimani.

Trump ameaça 52 alvos iranianos, caso haja retaliação contra o assassinato do general Suleimani
Trump ameaça 52 alvos iranianos, caso haja retaliação contra o assassinato do general Suleimani

E acrescentou que, caso o país persa faça um ataque, Washington já tem mapeadas 52 locações iranianas para revidar. O número representa os 52 norte-americanos tomados como reféns durante a invasão da embaixada dos EUA em Teerã, em 1979. Na ocasião, um grupo de estudantes e militantes islâmicos tomaram a embaixada americana em Teerã, em apoio à Revolução Iraniana. Os 52 americanos foram libertados depois de terem sido mantidos como reféns por 444 dias (de 4 de novembro de 1979 a 20 de janeiro de 1981).

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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