Descaso, raiva, tristeza e desolação, na Favela do Cimento

Por Benedito Barbosa (Dito) da União de movimento de Moradia, do Centro Gaspar Garcia e Pastoral da Moradia

Saí por volta das 1:50 horas, no dia 24/03/2019, do local do incêndio, na Favela do Cimento, o cenário lá é como se estivesse ocorrido uma guerra, é de muita tristeza e desolação. Uma tragédia, centenas de pessoas perderam suas casas, muitas ainda estão espalhadas pela região da Moóca, do Centro ou foram acolhidas em ocupações da Região.

Um dos grupos, vítimas do incêndio e da desocupação forçada, estão se alojando como podem em um galpão na Rua do Hipódromo.

Aliás, segundo as vítimas, foi por causa desta ocupação, que pode ter ocorrido o incêndio, houve a agressão da polícia militar, muitos mostraram marcas pelo corpo das pancadas de cassetetes e balas de borracha.

O Serviço Social da Prefeitura não havia aparecido até o momento para oferecer alimentos e colchonetes.

As pessoas perderam muita coisa, na verdade, quase tudo, muitos só ficaram com as roupas do corpo. Há vários feridos ou por balas de borracha ou por queimaduras, uma pessoa está em estado grave, com queimaduras em mais de 70% do corpo.

No galpão da Rua Hipódromo tudo é muito precário, mas por hora parece ser a única alternativa, para quem não tem onde morar e a perspectiva é Rua.

As famílias no Galpão, estão em estado de choque e em total abandono nesta calamidade.

 

No local do incêndio, a prefeitura de forma higienista, com diversos caminhões, se apressava em remover tudo que podia.

Assim sendo,será necessário muito apoio de todos e todas, o pessoal precisa de ajuda, comida, colchões, roupas, móveis, e muita solidariedade.

Foto: Lucas Martins/Jornalistas Livres
Foto: Lucas Martins/Jornalistas Livres
Foto: Lucas Martins/Jornalistas Livres

 

Foto: Lucas Martins/Jornalistas Livres

 

Foto: Lucas Martins/Jornalistas Livres

 

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS