UP confirma pré-candidato presidencial popular, negro e periférico

UP, o partido mais novo do Brasil lançou o primeiro candidato negro para a disputa presidencial de 2022, Leonardo Péricles, 40 anos

UP, o partido mais novo do Brasil lançou o primeiro candidato negro para a disputa presidencial de 2022

A Unidade Popular (UP) confirmou nesta semana a pré-candidatura de Leonardo Péricles à presidência da república nas eleições de 2022. Durante o 2º Congresso Nacional do partido, que ocorreu entre os dias 12 e 14 de novembro, em São Paulo, os delegados e delegadas de todo o país aprovaram por unanimidade a proposta da pré-candidatura de Leonardo Péricles à presidência da República.

“Quero agradecer a confiança de todos os filiados e filiadas do partido pela grande missão de representar um programa popular e o socialismo para defender os trabalhadores e enfrentar o fascismo, os banqueiros e a burguesia. Tenho convicção que com a mesma ousadia que tivemos para a legalização do partido enfrentando todas as dificuldades sem nenhum centavo dos ricos, vamos fazer história para o país deixar de ser dos milionários e ser do povo”, afirmou Leonardo Péricles.

A UP foi o único partido que recebeu registro do TSE desde que Bolsonaro assumiu a presidência. A aprovação do partido no tribunal se deum em 2019. Leonardo Péricles, 40 anos, de Belo Horizonte, morador da Ocupação Urbana Eliana Silva, na região do Barreiro, é o primeiro pré-candidato à presidência pela UP. Até o momento é único pré-candidato negro para a disputa de 2022.

Em comunicado o partido coloca que a pré-candidatura se dá por conta da “necessidade de uma verdadeira candidatura de esquerda nas próximas eleições nacionais, considerando fundamental a defesa de um programa que paute a soberania nacional e a industrialização da economia sob controle da classe trabalhadora, pois nenhuma candidatura até agora defende questões como a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, o fim das privatizações, a auditoria cidadã da Dívida Pública, a redução da jornada de trabalho, o congelamento do preço dos alimentos e o fim da carestia, a defesa das reformas urbana e agrária e uma unidade de esquerda contra o fascismo e neoliberalismo no Brasil”. 

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