Sturm abandona mesa em diálogo com coletivos underground de sp

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André Sturm, mais uma vez, abandona o diálogo com a cultura alternativa paulistana. Apesar de os organizadores do “Espaços disputados” – painel de discussão sobre a produção cultural independente e a revitalização da cidade, que teve curadoria do Consulado Geral da Alemanha – afirmarem que a saída antecipada do secretario já estava prevista, Sturm se retirou sem mais, justamente na hora de responder aos questionamentos mais polêmicos da noite.

Na mesa da discussão ocorrida na última sexta-feira, 02 de março, estiveram presentes o Prefeito da Noite de Amsterdam, Mirik Milan, e coletivos como Mamba Negra, Abebé e Festa Samambaia, representantes da cena underground paulistana, todos independentes.

A fuga do secretario não impediu que a discussão revelasse o principal ponto de convergência desses coletivos na cidade: o poder público, por ação ou omissão, relega o movimento independente à informalidade. A Prefeitura de João Dória Jr burocratiza os processos de regularização das festas e movimentos culturais de rua, dificulta o acesso aos alvarás de funcionamento, e não reconhece nesses encontros uma ferramenta genuína de cultura.

As principais demandas da cultura independente exigem a necessidade de se democratizar informação básica para a legalização dos eventos promovidos pelos coletivos, e a capacitação de pessoal para lidar com essa efervescência cultural. Isso impediria a criminalização e a perseguição que hoje vivem esses movimentos culturais, seja nas região periféricas ou central de São Paulo, seja para os eventos do Techno, funk ou hip-hop.

A partir daí ficou nítido o distanciamento das realidades vivenciadas pela cena independente paulistana e as experiências europeias dos anfitriões, tudo mediado pela experiente Gaía Passarelli, escritora, ex-VJ MTV Brasil e habitué da noite de São Paulo.

Em suma, restou o evidente sentimento de que o poder público não abre canais de conversação para a cena independente, e ignora o clamor pela ocupação dos espaços públicos como meio de viabilização do lazer e proliferação da cultura alternativa.

Os Jornalistas Livres irão acompanhar as tratativas entre o poder público municipal e os movimentos independentes de cultura, e passa a cobrir, a partir desse mês, a pulsante, diversa, criativa e democrática cena cultural independente da cidade.

Veja aqui uma pequena amostra da cena underground paulista feita pela fotógrafa Nubia Fernandes Moraes

Cobertura por JL Underground: Monica Ferreira, Maíra Vargas e Paula Pretel; Katia Passos

Texto: Monica Ferreira

Fotografia evento: Katia Passos

Fotografia Mamba Negra: @nubiafernandesmoraes

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