Rindo para não chorar

A semana em charges

Saudações , humanos! saudações humanas! Mais um domingo, mais uma semana pesada aqui nesse grande hospício chamado Brasil. Mais uma edição de “rindo para não chorar”. Só que – para nossa imensa tristeza – hoje, excepcionalmente, vamos chorar sim… Vamos chorar a perda do camarada de nanquim e companheiro de lápis Frank Maia. Enorme perda para o cartunismo brasileiro. RIP, Frank!

Por Frank

Pranchetas em luto

Após duas semanas hospitalizado, lutando contra problemas cardíacos, o companheiro Frank Maia faleceu na madrugada deste domingo dia 5. Em nome dos Jornalistas Livres, expresso toda solidariedade aos familiares e amigos.

Por Kléber

$ertanojo

E não é que depois de muito mimimi sobre a lei rouanet (que por mais falhas que pudesse ter garantia a possibilidade de fiscalização dos recursos públicos para a cultura) o tal do Gusttavo Lima no fim mamou mais nas tetas do estado do que toda a mpb lulista junta? Hipócritta!

Por Toni d´Agostinho

Café com Fascistas

Mais uma braba da série do nosso querido companheiro Toni d´Agostinho.

Por Dalció

Peidão Fujão

E a Birolirada da semana foi sobre a não participação em debates no primeiro turno. Aspas pro Asno: “(…) No 1º turno, a gente pensa. Por quê? Se eu for, os 10 candidatos vão querer o tempo todo dar pancada em mim”… Como de costume alguns dias depois voltou atrás e declarou que participa dos debates com a condição do Lula também participar. Biroliro pode fugir dos debates como fez em 2018. Mas e o povo, como vai fugir dos efeitos desse desastre de governo?

Por Mor

Advogado do tisnado

Mudando do criador para a criatura… Flávio Bolsonaro – o zero um – primogênito da quadrilha está cada vez mais enrolado com a mansão em Brasilia, de valor incompatível com seus rendimentos, adquirida ano passado. Em suas desculpas esmolambadas… Só faltou declarar que o imóvel é do Lulinha…

Por Netto

Comedores de carniça

Já dizia o velho Brown: “O robocop do governo é frio, não sente pena, só ódio, e ri como uma hiena…”

Donos do Mundo

O fundo de investimento Blackrock – o maior fundo do planeta – administra uma massa de ativos que atingiu no início de 2022 um montante superior a 10TriU$. Sim, trilhões. Exato, dólares. São cerca de 50.000.000.000.000, 00R$. Mais de 5 vezes o PIB brasileiro de 2021.

O principal foco do Blackrock são ETFs (Exchange traded funds) fundos negociados em bolsa que, a grosso modo, funcionam sendo comprados e vendidos como ações. Os ETFs que possuem em sua cesta de ativos commodities (ou futuros de commodities) tem potencial, por serem “clientes” de seus próprios produtos-alvo, de gerar manipulação de preços e alavancagem excessiva. Existem indícios de que esses ativos foram usados, inclusive, em mecanismos de compras a descoberto que estariam entre os principais fatores que levaram ao subprime de 2008. (crise na qual o Blackrock fez uma baba de dinheiro adquirindo hipotecas quase de graça e revalorizando os imóveis com locação sobre-apreciada para as mesmas massas que haviam perdido suas residências)

Dado o histórico de atuação no mercado do CEO da Blackrock, o maior “shadow banker” do planeta, Larry Fink – que deu um tombo multimilionário no Boston First Bank, na década de 80, a hipótese não é inverossímil. Para termos uma idéia do poder do Blackrock, somado aos outros dois gigantes que formam o Big Three – os 3 maiores fundos do mundo – Vanguard e State Street, é o principal acionista no S&P500 de empresas do porte de Microsoft, Apple e Coca-Cola.

Em Março de 2020 o Blackrock, conjuntamente com o Federal Reserve, com bases na lei de auxílio financeiro e estímulo de combate a crise do covid19, lançou um fundo de 450BiU$, com possibilidade de alavancagem para fornecimento de 4TriU$ em créditos do FED… Claro que esse tipo de operação jamais aconteceria sem uma relação suspeitamente azeitada entre o fundo privado e o órgão regulador. A famosa porta giratória – onde executivos saem do mercado financeiro diretamente para o serviço público para logo depois retornarem aos empregadores originais, cheios de amor, conexões e informações privilegiadas para dar.

No cartaz da banquinha da charge se lê “free lunch” ou seja “almoço grátis” frase do economista Milton Friedman costumeiramente papagaiada por 10 entre 10 neoliberais vira-latas brasileiros…. Olha… Almoço não sei… Mas banquete grátis… É literalmente o business do fundo Blackrock.

Por Marcio Baraldi

Expropriação

A gangue do Lira aprovou nesta última quarta (1/5) o PL 4188/2021, o famoso PL da expropriação. A população de rua vem batendo recordes desde o golpe de 2016 e esse PL é uma garantia de que quando se trata de famílias jogadas na rua no Brasil… O céu é o limite!

Por Duke

Ói a coooobra!

Bom… Pra não dizerem que nessa edição do “rindo para não chorar” não teve nada de bom… Finalmente chegou Junho e – para a felicidade geral da nação – vai começar a temporada de quadrilha, espetinho de gato e quentão de pinga ruim! Sem falar da barraca da herpes, jogo de argolinhas e, minha favorita, a pescaria! Cheeeegou a hora da fogueeeeira… Viva São João!

Bueno… C´est fini! Boa semana para todos! cuidado com a ômicron e até domingo que vem (se o diabo quiser)! Adiós Muchachos!

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