Diário do Bolso: salva de 21 tiros no dia do repórter

O que eu sinto pelos repórteres ficou bem explicado naquela frase que eu disse pro cara dO Globo em agosto do ano passado, quando ele perguntou por que o Queiroz tinha depositado 89 mil na conta da Micheque, quer dizer, da Michelle. A frase foi: "Vontade de encher tua boca com uma porrada, seu safado".
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Por José Roberto Torero* Pô, Diário, esqueci que hoje é dia do repórter. Queria até fazer uma homenagem pra eles: uma salva de 21 tiros. Em cada um, kkk!

A verdade verdadeira é que repórter e jornal são coisas inúteis. Se já tem as assessorias de imprensa e os grupos de zap, pra que eles servem, pô!?

O que eu sinto pelos repórteres ficou bem explicado naquela frase que eu disse pro cara dO Globo em agosto do ano passado, quando ele perguntou por que o Queiroz tinha depositado 89 mil na conta da Micheque, quer dizer, da Michelle. A frase foi: “Vontade de encher tua boca com uma porrada, seu safado”.

Eu queria é imitar o Augusto Nunes, meu assessor de imprensa, que bateu naquele gringo, o Glenn Greewald.

Esses repórteres urubus só querem saber das rachadinhas do Flavinho, do dinheiro que eu mandei pro Centrão, das vacinas pra covid, e de outras coisas sem importância.

Por que eles não me perguntam coisas que realmente preocupam as pessoas, tipo quem eu acho que vai ser campeão brasileiro ou pra quem eu torço no BBB?

Aí sim, pô!

José Roberto Torero é autor de livros, como “O Chalaça”, vencedor do Prêmio Jabuti de 1995. Além disso, escreveu roteiros para cinema e tevê, como em Retrato Falado para Rede Globo do Brasil. Também foi colunista de Esportes da Folha de S. Paulo entre 1998 e 2012.

#diariodobolso

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No meio daquele bafafá todo sobre impichimem, ele divulgou uma nota dizendo que não é dever dele avaliar ilícitos atribuídos a mim. Isso foi show! É como um zagueiro dizer que o trabalho dele não é defender. Ou seja, eu posso pisar no pescoço de quem eu quiser, que o Aras não vai fazer nada. No máximo, vai lustrar o meu sapato. Ou bota.

Pra ele, me processar é responsabilidade do Legislativo. É como se o zagueiro dissesse: “O culpado pelo gol foi o centroavante que perdeu a bola lá na frente, não eu, que tomei a bola por baixo das pernas”.

Mas o Aras não parou por aí. Não mesmo! Ele ainda insinuou que posso decretar o “estado de defesa”, para preservar a “estabilidade institucional”. Ou seja, falou que eu tenho direito de dar um golpe de estado.

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