Projeto Futuro do Presente, Presente do Futuro #95 – Lucas Martins: O Ano das Máscaras

Lucas Martins apresenta o 95º ensaio do Projeto Futuro do Presente, Presente do Futuro - Imagens que narram nossa história
Lucas Martins. O ano das máscaras11
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

O ano das máscaras.

Não, as máscaras não foram inventadas em 2020. E, tampouco, eram estranhas ao brasileiro. Na verdade, elas sempre estiveram nas ruas, mas seu uso tinha outros objetivos.

As máscaras eram usadas, também, para servir como uma proteção, mas não contra o covid-19, mas contra a violência. Alguns usavam para cometer violências, mas a farda é mais completa. Em geral, eram usadas para evitar gases perigosos, câmeras indiscretas e olhos de águias.

Hoje elas ainda lutam, como ferramenta básica, contra duas formas de violência. Uma, natural e biológica, que devasta o corpo, mas, por sua natureza e falta de intencionalidade ou razão (afinal é um vírus), está aí por tempo indeterminado. A segunda, intencional e (também) sem razão, que viraliza como qualquer outro vírus é mentirosa e negacionista. Ambas matam, tem vínculos, mas a vacina só funciona para uma (a máscara também). Para outra só paciência e conversa.

Mas e as máscaras? Hoje são a barreira contra o primeiro tipo de violência. Em menor medida, mas de forma semelhante, pequenos muros das muradas pulmonares. Quem precisa e não pode parar, até mesmo para que as “férias não sejam perdidas”, tem nas máscaras, suas aliadas. Contra a segunda violência, elas nos remetem aos seus usos inaugurais, distinguindo nesse grande amontoado, os diferentes humores (e empatias) do coro. Poderia se dizer que foi o ano em que as máscaras caíram, mas elas já estavam caídas há muito.

E ainda são utensílios cada vez mais úteis, e com cada vez mais personalidade (já estão nas paradas de moda). Mas o que importa é que continuem a nos proteger.

• As fotos de 1 até 11 foram tiradas antes da Pandemia de covid19. As fotos de 12 a 19 durante a pandemia, focando nos trabalhadores de Porto Seguro, onde a única segurança são as máscaras.

Lucas Martins. O ano das máscaras1
Lucas Martins. O ano das máscaras2
Lucas Martins. O ano das máscaras3
Lucas Martins. O ano das máscaras4
Lucas Martins. O ano das máscaras5
Lucas Martins. O ano das máscaras6
Lucas Martins. O ano das máscaras7
Lucas Martins. O ano das máscaras8
Lucas Martins. O ano das máscaras9
Lucas Martins. O ano das máscaras10
Lucas Martins. O ano das máscaras11
Lucas Martins. O ano das máscaras12
Lucas Martins. O ano das máscaras13
Lucas Martins. O ano das máscaras 14
Lucas Martins. O ano das máscaras 15
Lucas Martins. O ano das máscaras 16
Lucas Martins. O ano das máscaras 17
Lucas Martins. O ano das máscaras 18
Lucas Martins. O ano das máscaras 19
Lucas Martins. O ano das máscaras 20
Lucas Martins. O ano das máscaras 21

.

Para conhecer mais o trabalho do artista

https://www.instagram.com/lucasport01/

.

O projeto Futuro do Presente, Presente do Futuro é um projeto dos Jornalistas Livres, a partir de uma ideia do artista e jornalista livre Sato do Brasil. Um espaço de ensaios fotográficos e imagéticos sobre esses tempos de pandemia, vividos sob o signo abissal de um governo inumanista onde começamos a vislumbrar um porvir desconhecido, isolado, estranho mas também louco e visionário. Nessa fresta de tempo, convidamos os criadores das imagens de nosso tempo, trazer seus ensaios, seus pensamentos de mundo, suas críticas, seus sonhos, sua visão da vida. Quem quiser participar, conversamos. Vamos nessa! Trazer um respiro nesse isolamento precário de abraços e encontros. Podem ser imagens revistas de um tempo de memória, de quintal, de rua, documentação desses dias de novas relações, uma ideia do que teremos daqui pra frente. Uma fresta entre passado, futuro e presente.

Outros ensaios deste projeto: https://jornalistaslivres.org/?s=futuro+do+presente

COMENTÁRIOS

POSTS RELACIONADOS

A exclusão de indígenas do plano de vacinação

Ao reduzir a vacinação prioritária apenas ao que definiu arbitrariamente como “indígenas aldeados”, o governo federal exclui grande parte da população indígena do acesso à saúde pública

Estudantes chegaram cedo para não correr risco de perder a prova do ENEM no bairro de Pinheiros, em São Paulo (SP): alunos que não tiveram acesso à internet ao longo do ano saíram prejudicados - Foto: Martha Raquel / Brasil de Fato

Eu fiz o ENEM em 2021

Em escola em bairro de classe média em São Paulo, alunos se aglomeram na saída

>