Palavra que avança, onda do mar que bateu

A voz, como o sereno de nossos olhos, escorre, invade ouvidos em dias assim de festas, relatórios, aquilo que se diz balanço, contentamento.

Não passará? É cedo para dizer, por prudência deleto o prazer na intensidade das chuvas, entre a gente que pouco tem, sua casa, seu canto. Vejo imagens na rede, suas províncias, minerais ou não, mas como sou, em terra de poesia, caatinga é a vida mesmo.

Nem para cima ou para baixo olho, reto na linha do horizonte vejo, minha droga diária, aquele infinito até onde a vista alcança. Amor, meu grande amor.

Há algo novo, renovado desejo de vida, que nunca acanhou-se diante dos demônios. Outros tesões dominaram os incautos, mas em Pindorama desenha-se face, entre braço de Chico, Franciscos, o Chico, Zé, o Negão, meu amigo. 

2022, como três patinhos na lagoa, de novo inspira aliança, reuniões, imagem bonita de pássaros. Iremos mudando juntos, experimentando as mudanças. Busquemos cuidados de sí.

Reta, terra devastada, a fé é faca amolada, nem cega, nem tola. Os bares se afogam mesmo, tudo é como maré, mar, vasto. 

Só a palavra devora e ainda é tão bela a Terra.

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