O Datafolha congelado (nunca subestime o fascismo)

A pesquisa presidencial do DataFolha revela o perigo do fascismo congelado. Por Carlos Eduardo Alves

Por Carlos Eduardo Alves (*)

A pesquisa presidencial divulgada pelo DataFolha não revela grande novidade, mas merece sempre ser abordada pela respeitabilidade maior do instituto. Lula continua disparado na frente, com força avassaladora entre os mais pobres e no Nordeste, o genocida segura-se bem no segundo lugar (o dado mais importante no trabalho) e a “terceira via” cada vez mais se confirma um delírio.

Lula já está no segundo turno, para não-surpresa de ninguém, até para o analista de direita da Folha que garante desde 2013 sua morte política. Cabe ao ex-presidente não atravessar a rua em busca de casca de banana. Aos petistas, ou pelo menos uma parcela deles, é hora de parar de sonhar com vitória já no primeiro turno. O mundo real é mais complicado.

Fascismo congelado

O mais relevante, para quem analisa uma pesquisa sem paixão, como deve ser, é a resiliência do genocida. Sim, é impressionante que o sujeito tenha entre 25% e 26% no primeiro turno, dependendo da simulação. Lembre-se sempre que o criminoso atravessa seu pior momento no governo. Mesmo assim, um quarto do eleitorado revela insanidade para segui-lo.

São os adeptos do Jim Jones (Google para quem não conhece), parece. Esqueça o equívoco, veiculado pelo próprio Datafolha baseado em um arriscado e duvidoso modelo matemático que despreza a Política, que aponta o genocida ter somente 15% de “núcleo duro”. É bem mais, bem mais mesmo.

O que pode tirar o genocida de um segundo turno? A Economia. Desemprego que não será resolvido, inflação que atinge principalmente a mesa dos pobres e ameaça de crise energética. Em compensação, a ampliação no volume dos beneficiados e nos valores do Bolsa Família podem, e devem até, render alguns pontinhos suficientes para cacifar o elemento para o segundo turno.

Chegamos à “terceira via”. Doria deve vencer a prévia tucana. É o vexame anunciado. Como o boteco revelou algumas semanas atrás, chega a zerar em alguns estados do Nordeste apesar do marketing das vacinas. Não se exclua a possibilidade de, logo no início do ano, a elite econômica pressionar Doria para retirada do páreo em favor de outra solução.

Ciro12 pode sim ser a opção derradeira da turma de $ na base do “se não tem tu, vai tu mesmo”. Talvez assim consiga chegar aos 12% perenes. A falta de um candidato viável da direita convencional expõe um erro no formulário do Datafolha.

Não dá para entender a inclusão entre os candidatos da desimportância eleitoral e política do ex-comunista Aldo Rebello (sem partido). Irrelevância eleitoral por irrelevância eleitoral, seria mais lógico incluir Glauber Braga (PSOL). Teria muito mais sentido testar Dr. Conje, que será a cartada final dos donos do $.

Então, para passar a régua, o dado político mais relevante não é a liderança esperada e inabalável de Lula, e sim a resiliência do genocida. Não se deixe levar por análise de torcida que aponta “derretimento” do criminoso. Quem faz as barbaridades que fez e ainda tem 25% não está derretendo. Nunca subestime o fascismo.

(*) do Facebook do autor

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