O cenário é claro: o Brasil passa fome e a América Latina tem o vírus absolutamente descontrolado

Por Marcelinho (Dirigente da CUT Brasil) e Alex Minduín (Setorial de Esportes do PT / ANATORG)

Enquanto isso, a COMEBOL e o governo genocida do Brasil se aliam para realizar um torneio latino-americano que não tem outro ganho se não o lucro financeiro. O torneio foi rejeitado nos países onde aconteceria e ninguém aceitou sediá-los, a não ser um governo negacionista que não se importa com o povo que precisa morrer para que seu projeto seja cumprido.

Para além de nações, a resistência apresentada por diversos jogadores é reflexo, também, da preocupação de diversos clubes europeus com seus maiores investimentos: os atletas.

Hoje, qualquer um em sã consciência tem a certeza da necessidade de impedimento de aglomerações nos estádios. Pela falta de vacinas continuamos proibidos de ir assistir presencialmente aos jogos, afetando um dos maiores patrimônios do futebol do Brasil que são as suas torcidas e a mágica festa das arquibancadas. Nossa alegria de gritar gol nos estádios está contida por meses em nome das nossas vidas e de nossas famílias e amigos.

É verdade que os campeonatos Nacionais e Estaduais de futebol retomaram seus jogos, e não deveriam, mesmo com essas grandes restrições. Sabemos o quanto contribuem para aglomerações de torcedores, sobretudo nas periferias e rincões do Brasil.

Essa possibilidade de realizar a Copa América no Brasil é um tapa na cara de todos nós que vivemos a anos nas arquibancadas desse Brasil. Comemoramos, choramos e vivemos por nossos times e vemos o pouco caso das autoridades frente a dor de quase 500 mil vidas torcedoras, uma dor de todos nós.

Qualquer amante de estádio olha com arrepio na espinha a possibilidade de não poder acompanhar o vibrante sentimento do seu coração gritando e empunhando as cores que se identifica. Depois de quase dois anos afastados de todo convívio social, o brasileiro não merece ser afastado mais uma vez de um amor que estará tão próximo.

Mais do que amor, a paixão pelo futebol faria parte de uma população cansada de restrições se arriscar, se fosse possível, só por aqueles 90 minutos de êxtase.

Não podemos endossar a decisão de um governo em sediar um torneio que foi rejeitado por questões sanitárias em outros lugares. Não podemos exigir do nosso povo escolher entre a paixão e a razão em um momento de saúde mental tão crítica. Não podemos deixar a decisão sobre o bem estar dos nossos atletas na mão de quem nega o óbvio.

Será que o nosso futebol se resume a licenças de transmissão e vendas de pacotes premium?

Não é hora. Em nome das nossas vidas e de todos que amamos, fazemos o apelo: Vamos resistir ao genocídio desse governo e vamos impedir expor nossos atletas, nossas torcidas e nosso povo mais ainda ao vírus.

POR VACINA JÁ.

POR UM RETORNO SEGURO AOS ESTÁDIOS.

Marcelinho (Dirigente da CUT Brasil) e Alex Minduín (Setorial de Esportes do PT / ANATORG)

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