O cálculo político de Ciro Gomes

O que está em jogo é a sobrevivência nacional. Não são tempos normais

Você pode não gostar do Ciro Gomes. Não gostar de sua virulência e de sua agressividade. Mas há, sim, racionalidade no seu cálculo político, que é coerente com a leitura que ele fez da crise. Leitura, na minha avaliação, correta, e que foi confirmada cabalmente pelas eleições municipais de 2020.

Rodrigo Perez Oliveira, professor de Teoria da História na Universidade Federal da Bahia

Vamos lá, por partes, no fio:

1) Há a previsão de que a realidade administrativa enfraquecerá o prestígio político do presidente Jair Bolsonaro. As eleições de 2018 aconteceram sob atmosfera disruptiva, atípica. Ali, Bolsonaro, em pré-campanha desde 2014, foi, sim, capaz de se apresentar como outsider. O clima de histeria, porém, tem prazo de validade. Inflação, desemprego, condução desastrosa da pandemia da covid-19. Não dá pra levar quatro anos de governo apenas na base da verborragia e da agitação. Chega uma hora em que é necessário apresentar resultados concretos. As eleições de 2020 confirmam que a intuição de Ciro tem sentido. O caso do Rio de Janeiro é emblemático. O prefeito Marcelo Crivella tentou reeditar a tática de 2018, baseando sua campanha no terrorismo moral, depois de quatro anos de um governo desastroso. Não teve jeito. O controverso Eduardo Paes, sobre quem pesa, inclusive, a pecha de corrupto, foi eleito com folga.

2) O possível enfraquecimento de Bolsonaro, entretanto, não significa o refortalecimento da esquerda, ainda hegemonizada pelo PT. Antes das eleições, Ciro chegou a se encontrar com Lula, a restabelecer o diálogo. As eleições de 2020 confirmam a tendência inaugurada em 2016: o antipetismo continua sendo potência eleitoral interditante, capaz de respingar em todos aqueles que são socialmente tidos como possíveis aliados do PT. Por mais que petistas emperrados neguem, essa realidade é dado tão óbvio quanto a existência do sol. Nada indica que mudará até 2022. Infelizmente, o PT, que fez nascer o melhor Brasil possível, se transformou em espantalho eleitoral que vem ajudando a eleger o canalha do momento. A culpa não é do PT. A semântica lava-jatista venceu. A semântica lava-jatista está fundada em poderosa narrativa de interpretação do Brasil com grande capilaridade no imaginário nacional. Segundo essa narrativa, o principal problema do país é a corrupção, entendo-se “corrupção” como desvio de dinheiro público praticado por agentes políticos. A Lava Jato conseguiu colar a tese do patriomonialismo no PT.

3) Em parte, as candidaturas de esquerda que tiveram destaque nas eleições municipais de 2020 sofreram com associação ao PT, especialmente nos casos de Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos. Com raras exceções, onde polarizou no segundo turno, a esquerda perdeu. Em São Gonçalo, maior cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o candidato do PT, Dimas Gadelha, ex-secretário de Saúde com bons serviços prestados ao município, foi derrotado por um miliciano vulgar, sujo. Se fosse de qualquer outro partido, Dimas teria vencido, com alguma facilidade. Teve fake news? Teve sim! Assim como teve contra Marília Arraes, em Recife. Assim como teve contra Eduardo Pares, no Rio de Janeiro. As fakes news não colaram em Paes. Colaram em Marília Arraes. Colaram em Dimas Gadelha. Colaram porque o antipetismo é terreno fértil para as fake news. No solo do antipetismo, as fake news frutificam e se tornam árvores de tronco grosso. Diante disso, obviamente, no dia seguinte à eleição, Ciro se afastou do PT, e mandou um recado a Flávio Dino. Daqui pra frente, cada vez mais, antigos aliados farão movimento semelhante. A proximidade com o PT, hoje, só traz prejuízo eleitoral. Questiono o tom do Ciro. Acho que poderia ser mais cuidadoso, criticar o PT sem endossar a semântica lava-jatista, até pra não desagradar o eleitorado progressista que tem carinho pelo PT. Ciro merecia mesmo ser melhor assessorado. Mas o núcleo da avaliação está correto.

4) As eleições de 2020, então, fortaleceram as convicções que Ciro vem formando desde o final de 2018. É necessária uma aliança ampla sem o PT, e, talvez, mesmo sem o PSOL, considerado por muitos como puxadinho petista. Essa aliança ampla iria da centro esquerda (Rede, PSB, PCdoB) à centro direita (DEM, PSD), tendo objetivo de se apresentar aos eleitores como equidistante ao petismo e ao bolsonarismo. Não é operação fácil, pois o DEM, em virtude da agenda econômica, é aliado quase natural do PSDB, que já tem projeto próprio pra 2022, atendendo pelo nome de João Dória. No entanto, nos bastidores, os dados estão rolando. Rodrigo Maia, um dos principais caciques do DEM, está piscando para Ciro Gomes. Em algumas capitais, PDT e DEM já são aliados, como em Fortaleza e em Salvador, que é a cidade, vale lembrar, de ACM Neto, presidente do DEM. Se acho que Ciro Gomes vai conseguir atrair o DEM? Não, não acho. Mas não excluo a possibilidade. Há diversas variáveis aí. Dória conseguirá mesmo se viabilizar? Precisaria se nacionalizar, o que não é algo simples, até pelo perfil dele. Ciro, hoje, tem mais relevância nacional que Dória. Teve 12% dos votos em 2018, o que não é pouco. Penso mesmo que o DEM vai colar em quem achar que tem mais chances de vencer. Cabe à equipe de Ciro Gomes produzir expectativa de vitória. Em política, o rio sempre corre para o mar.

5) O que de melhor pode acontecer para o Brasil é a viabilização desta frente ampla buscada por Ciro Gomes, e, obviamente, sua vitória nas eleições de 2022. Uma aliança com o DEM, com certeza, imporia a Ciro o sacrifício de grande parte do conteúdo progressista de sua agenda econômica. Sim, Ciro subiria a rampa do Planalto com compromissos com o grande capital, em situação semelhante àquela de Lula em 2003. Mas todo governo é sempre objeto de disputas. Apesar de estar nas cordas, é difícil imaginar que o PT não conseguirá eleger bancada importante no Congresso Nacional. O PSOL também tende a crescer. Uma banca progressista numerosa seria capaz de puxar o governo pra esquerda. Nas proporcionais, o antipetismo não é interditante. O PT ainda tem muito a colaborar com o Brasil, mas não do jeito que vem tentando fazer, de forma um tanto quixotesca. Se insistir nas ambições majoritárias, ficará só, e cada vez mais reduzido à condição de espantalho eleitoral. A importância histórica do partido é grande demais para se deixar reduzir à condição de espantalho eleitoral.

6) Os petistas emperrados xingam Ciro, assim como devem estar me xingando se chegaram até aqui. Xingam do mesmo jeito que os brizolistas emperrados xingaram Lula na década de 1990. Quando Brizola morreu, em 2004, Lula não conseguiu permanecer no velório. A militância brizolista vaiou, cantou “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”. Sempre há os emperrados, que tendem a fazer política apenas com afeto. Política também é afeto, mas não pode ser apenas afeto. Carece de ser senso de realidade também, e de urgência histórica.

7) E se o plano Ciro Gomes não der certo? Teremos dois caminhos possíveis: a reeleição de Bolsonaro, que até 2026, entre outras coisas, nomearia quatro ministros do STF. Se isso acontecer, continuará em marcha o processo de fascistização do Estado brasileiro. A outra possibilidade é a vitória de uma direita soft (com Luciano Huck, João Doria, Sérgio Moro) que aprofundaria, com verniz de civilidade e respeito à diversidade, a agenda de Paulo Guedes. Faria com muito mais competência do que o próprio Paulo Guedes.

O que está em jogo é a sobrevivência nacional. Não são tempos normais.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

COMENTÁRIOS

  • Pseudo esquerda.
    Impossível servir melhor à direita!
    🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮🤮

  • O que eu acho mais curioso nessas análises é que de repente o discurso de esquerda ficou impopular, aparentemente houve uma época em que foi popular, que eu não vi, nunca vi a tv aberta por exemplo adotando uma postura contra a desigualdade social, no máximo algumas pautas de igualdade q não arranhassem as macroestruturas excludentes, aquela típica excessão que confirma a regra. De fato, não são tempos normais. Pq só em tempos anormais para se considerar a aliança entre o partido da ditadura e a esquerda. Claro, não eh esquerda. Ser responsável e até simpático a ideias de igualdade não te faz esquerda. Mas são tempos anormais msm como prova a ideia de q Arena/pfl/dem eh centro direita. Faz sentido. Ciro já esteve lá, não é mesmo? Talvez os tempos fiquem ainda mais anormais e o dem vire centro esquerda.

  • Muita boa análise, mas como você disse, política não é só afeto(ou coração, como diria o Boulos), cabe a militância pestista e psolista perceberem isso.

  • Texto IRRETOCÁVEL! A questão agora é de viabilidade, o Ciro precisa PROVAR ao DEM e/ou ao PSD que é sim capaz de vencer. Porém, acho que só o fato do Dória não demonstrar relevância nas pesquisas, já coloca o Ciro dois passos na frente. Sobre Sérgio Moro, o Maia já falou que não apoiaria de jeito nenhum. Apareceu um fato novo, chamado Alexandre Kalil, esse, muito popular e amigo do Ciro, expressou afeto pelo Ciro na entrevista e não descarta a possibilidade de ser candidato (se for levado a isso). Vamos ver, os dados estão rolando.

  • Texto muito bom. Parabéns. As condições para 2022 são ainda piores pro PT que as de 2018. E pro Brasil é ruim de todo jeito, pois o PT não consegue apresentar nada que não seja um passado mitificado, onde chamavam um Meirelles (ou Levy da Dilma ou Marcos Lisboa como queria Haddad) pra fortalecer a essência da política neoliberal, a mesma que continua destruindo o Brasil hoje. Ciro Gomes é um sopro de esperança de um projeto de país que há muito, nossas lideranças políticas perderam a capacidade de construir. Se Ciro conseguir fortalecer a aliança de centro-esquerda com PDT, PSB, Rede, PV, deve sim tentar rachar o bloco da centro-direita pra trazer pro lado de cá uma parte e viabilizar uma alternativa concreta e real pra ganhar.

  • kkkkkk jornalistas livres de vergonha na cara, isso. Esses jornalistas aí são bolivarianos.

  • Então no seu raciocínio, a abstenção do pt em participar. Pois, qualquer candidato que o pt lance, tem mais votos que Ciro Gomes. Se Ciro insistir na toada de críticas que assumiu, candidato a viagem a Paris são os petistas.

  • Relaciono o que está aontecendo com o PT, ao que acontece com o Botafogo. Ambos deram pouca atenção a sua base. Base no futebol, são categorias inferiores aos profissionais; e na politica é sua essência, seus princípios éticos e ideológicos. No PT, não tem um Freixo, um Molon, um Boulos. O PT fez aliança com PMDB, e colocou o Michel Temer como vice; o PT votou, em grande maioria, para Eduardo Cunha ser o presidente da Câmara. O PT quis continuar com a máquina administrativa nas mãos e não mediu consequências. Ainda tomou uma rasteira, por não saber conduzir esse processo político, tosco e, ainda enraizado, da política do Centrão, de vou com quem vai conseguir vencer. E o erro foi, olha o absurdo que concluírei, não ter livrado Eduardo Cunha do Conselho de Ética. Não teríamos impeachment, não teríamos um burro raro, na presidência.

  • Fake News é sua reportagem sem cabimento, existe msm esse Eduardo Pares? Pensei que fosse Paes!

  • O meu medo da possível aliança do Ciro com o DEM é que já será difícil implantar o PND, imagine com o DEM como aliado q defendo o oposto

  • Tenho um vídeo onde se vê o cidadão Ciro Gomes totalmente bêbado com litro de whisky na mão, na rua, em frente a um bar/restaurante, brigando e ofendendo toda multidão de pessoas que ali estavam…

  • TexTexto perfeito. Ciro tem mesmo que enfrentar as críticas e seguir falando as verdades que fala, e em cima delas construí um caminho alternativo para o Brasil.

  • Os Brizolistas não estavam emperrados. O Brizola apoiou o Lula no segundo turno em troca do ministério das comunicações. Pq o Brizola ia pra cima da Globo. O Lula descumpriu o combinado, colocou outro pedetista que nada tinha a ver com o Brizola no cargo. Daí a traição. O Brizola não participou do governo e queria estar aliado com o Lula.

    Protegeu tanto a Globo, deu no que deu.

  • Uma possível união das ditas “esquerdas” e “ala progressista” em 2022 vai precisar da ajuda dos Santos, dos Pajés e dos Orixás…Porque o mais provavel de ocorrer é sair Boulos, Ciro e um petista ao mesmo tempo, quiçá no segundo turno role um acordo, não será nada fácil, o candidado da direita ultra liberal terá a seu favor a mídia oficial, o sistema financeiro, a geopolitica de dominação e as instituições de poder…°!!!°

  • Perfeito! Realista do início ao fim.
    É triste ver um partido se tornando nanico e radioativo, membros mais moderados já perceberam onde estão os erros.
    Ciro Gomes já é o grande nome da centro-esquerda e do trabalhismo brasileiro.

  • Uma análise ponderada. Ciro é um melhor caminho para 2022. Não resta dúvida.

  • Gostei do comentário. Como não sou vinculado a Ciro, Lula ou ao Monstro do Palácio, estou livre.
    Ontem vi no 247 do PT o Genoino falando em Socialismo Democrático, defendendo Lula como bom LULOPETISTA, falando em se dedicar à formação política. Retomando tudo que abandonaram na CARTA AOS BRASILEIROS.
    GENOINO foi, assim como Lula foi liderança.
    Eles não conseguem admitir que são DIREITA ao governar; e pior, não percebem que vivemos a ERA DO INDIVÍDUO (Alain Renaut). Passaram longe do trabalho de Zygmunt BAUMANN.
    Que crédito pode ter essa gente que nada apresenta de concreto ao Brasil de Agora, antipetista e tendente à direta como se viu nas urnas em 2020.
    Parabéns pela análise, clara e limpa.

  • Super lúcida a avaliação do professor Perez.
    Precisamos quebrar essa polarização DIREITA E ESQUERDA no Brasil.
    E preciso trabalhar desde já uma aliança de Centro ESQUERDA e DIREITA, com uma AGENDA diferenciada de tudo que provamos até o momento.
    Parabéns ao grupo de JORNALISTAS LIVRES.

  • Essa análise da conjuntura política pós Eleições 2020 esta absolutamente correta. Para o bem geral da nação, que em 2022 o Ciro Gomes seja eleito Presidente do Brasil.

  • Eu entendo que o Doria chegará em 2022 completamente desgastado, por conta dos ataques que irá sofrer do Bolsonaro até lá. Bolsonaro precisa do Dória para fazer o jogo dele, que é de eterno conflito. Moro, depois que assumiu a vida privada, possivelmente está fora da disputa. Huck, querendo ou não, será o candidato da Globo. Essa emissora não está com grande popularidade. Eu acho que quem irá ajudar num primeiro momento o Ciro será o Kalil. Ele seria, inclusive, um bom vice do Ciro. Isso se consumando, o DEM acaba vindo.

  • De dois ou três anos até hoje tenho essa análise, concordo plenamente. Reafirmo que polarizar é jogar fora a democracia. A liberdade de votar nos mostra um caminho melhor. Ciro Gomes, atualmente, entende, explica, e é o mais preparado. Valeu, obrigado por sua postagem.

  • Apesar de interessante, sua análise ainda tem no núcleo a ideia de que o antipetismo é efeito “semântico”. Isso deixa de lado evidências gritantes de uma ação recorrente do PT de favorecimento do partido e da sua máquina em detrimento do campo progressista e do futuro do Brasil (para um exemplo fresquíssimo, basta ver a candidatura de Jilmar Tato). Além disso, a análise pressupõe um povo manipulável, agindo contra os próprios interesses – soberba que tem custado caro à esquerda.
    Nestes termos, me parece que não é o Ciro quem precisa ser melhor assessorado. Abs

  • Vcs não conseguem entender uma coisa extremamente simples:o povo brasileiro enxerga o presidente Bolsonaro como um patriota e Ciro Gomes como um oportunista,simples assim.

  • Perfeita análise. Só o ponto que dizes que o PT não tem culpa e é um fator somente da Lava-jato, isso não concordo. Os fisiologismos e vistas grossas à corrupção foram determinantes, que, a partir disso, deu a condição para a Lava Jato superlativar com a mídia. Vejo Ciro a única via de Salvação para tal situação, Só fico de observação ao apelo baixo que a Elite bancária fará para não viabilizar Ciro ao Planalto pra 2022.

  • Só falta algo significativo acerca dos cálculos políticos, de Ciro e do autor do artigo: em verdade, a variável da proporção de omissões intencionais (abstenções + brancos e nulos) equivale a quase metade do eleitorado e ajudou a eleger Bolsonaro, com também teve função similar nas derrotas do campo da “esquerda” nas últimas eleições municipais. Esse contingente não é só antipetista, como também, expressa a saturação com o regime eleitoral e “representativo” vigente. Dependendo de sua mobilização pode alterar qualquer cálculo estratégico que o desconsidere.

  • Acho que faltou vc citar a aproximação do Ciro com o Alexandre Kalil, vem desde 2018, e com certeza terá dividendos pra 2022 no centro-sul e na centro-direita

  • Prof. Rodrigo. Concordo com vários pontos e outros discordo, se me permite! Existe o PT e existe Lula – esse dificilmente será candidato – mas ele tem influência e pode para mal ou bem provocar um segundo turno avesso a sua análise (isso não sendo candidato).
    O PT dessas eleições obteve mais votos que em 2016 – ganhou menos, mas conseguiu mais votos (a título de comparação – o PSDB golpista de 2014 – vem perdendo espaço/muito espaço – o que atrapalha a direita soft).
    Agora imagine o Ciro com esse discurso antipetista (exatamente igual aos ignorantes apoiadores de bolsonaro) – ele tem capacidade de fazer um outro tipo de crítica – ele ganha as eleições e obrigado a enfrentar um congresso com maioria do PT e MDB? Terá que engolir toda a vaidade que demonstra até aqui. Abraço.

  • Ciro gomes ja era em 2018 e continua sendo um ótimo quadro para a centro-esquerda com algumas pautas mais progressistas que o próprio PT. Espero que vença para que o Brasil volte a crescer

  • Analise perfeita, o antipetismo é latente, só os apaixonados por Lula não conseguem ver, mas também acho que Ciro devia dosar um pouco as criticas que convenhamos, também tem muita manipulação petista em cima do que ele fala. Ele diz “A” e o DCM solta “BFTHJ”.

  • Eu vejo em Ciro o único preparado para tirar o Brasil desse buraco que se encontra.
    Olhando a economia e a educação com a atenção devida.
    Mas infelizmente, assim como o Brizola, tem esse carma de não ter conseguido ainda ser presidente. Mas Brasileiros nao sabem votar…

  • Pobre Brasil com esses lideres atrelados a um sistema político que visa o próprio bem estar e não o do seu povo, do seu país. O projeto de todos eles é formar composições para ganhar a eleição. Nenhum mostra projeto para o País.
    Triste!!

  • Muito bom. Só não acho que o Ciro abriria mão de suas convicções econômicas.

  • Maravilhoso esse texto. Em todas as colocações, mostra a coerência de Ciro Ferreira Gomes. Entretanto, não vejo PT como um grande partido a contribuir para a nação. Talvez depois que o demônio, que rege essa seita, morrer – ou seja, Lula – e,
    então, a seita deixar de ser seita para voltar a ser o que nunca deveria ter deixado de ser: um partido político.

  • Bravo! É preciso deixar as paixões partidárias e caudilhismos de lado. A frente ampla com Ciro em 2022 é uma necessidade! O seu PND é o projeto mais interessante para o país e Ciro é o mais preparado e experiente para o cargo, sem dúvidas! Precisamos fortalecer cada vez mais o movimento em torno das ideias que representam a frente ampla contra a barbárie bolsonazista, ou seja, reforma tributária progressiva, Estado de Bem Estar Social, projeto de industrialização, empregabilidade, revolução na educação inclusive com exemplos maravilhosos de Sobral (CE), responsabilidade fiscal como Ciro sempre demonstrou ter, investimentos em infra estrutura, etc., etc., conforme bem descrito no livro recentemente lançado de Ciro Gomes, PROJETO NACIONAL, O DEVER DA ESPERANÇA (2020).

  • Uma análise que já havia pensado. Mas não cknseguiria ser tão didático!

  • Creio ser mais interessante separar a turma do Paulo Guedes, liberal, da direita que lhe foi definida no último parágrafo.
    Dar nome aos bois facilita ver o cenário.
    E na política nacional os liberais se infiltram em todos os governos, inclusive no atual, onde deixaram para a direita apenas o discurso.

  • O texto diz tudo o que eu venho tentando enfiar na cabeça de amigos da esquerda, mas o pessoal ainda não teve a capacidade mental de entender isso.
    Em 2010 já era pra esquerda ter deixado PT de lado e ter mudado a estratégia.
    Mas, insistiram, parece ganância pelo poder… o fanatismo dos petistas fizeram com que a direita criassem um “mito” pra idolatrarem também.

  • Chamar doria, aquele da ração humana, e moro, aquele que condena sem provas e persegue agricultores familiares, de soft é meio forçado. Eles são extrema direita, liberal-fascistas.

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