Mineiros vão às ruas contra o golpe e escracham Anastasia

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ato 1 de maio (7)Fazia tempo que BH esperava por um domingo assim. Mal acostumada a ser data das manifestações da direita, esse dia da semana se prostrava azul, claro, porém carrancudo. O vermelho veio e cantou, dançou, lutou, escrachou. “Já tem luta!”, respondiam felizes os integrantes da festa.

O protesto começou com a concentração às 10h, na praça Afonso Arinos. Por volta das 11h eram 5 mil e às 12h somavam 10 mil. Quando a marcha começou.

O MST ia à frente e o carro da CUT fechava o cortejo. Mas a animação ficou com a bateria do Levante Popular da Juventude. Centenas de celulares de fora da manifestação gravavam as marchinhas de carnaval e achavam graça daquele povo que protesta levando um sorriso no rosto. Se tivessem nas rádios, as paródias que falam do Cunha certamente estariam nas paradas de sucesso. “Êta Cunha ladrão”, cantavam.

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E Anastasia também recebeu seu recado. Um dos senadores por Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) é considerado um golpista por suas posições pessoais e de seu partido. Ele é relator do processo de impeachment de Dilma Rousseff, porém, teve seu governo investigado por cometer o crime do qual Dilma é acusada, com a diferença de que não beneficiou programas sociais, mas sim retirou dinheiro da saúde e investiu em vacinas para cavalo. Ou seja, uma “cavalgada fiscal”, disse o Levante Popular da Juventude.

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Na fachada do seu prédio, em um bairro de classe alta de BH, em segundos apareceram os pixos “PSDB golpista” e “Anastasia golpista”, enquanto 500 jovens cantavam e denunciavam seus esquemas de corrupção. Anastasia estava sendo escrachado! Vizinhos olhavam, filmavam e alguém jogou ovos contra os manifestantes, sem nenhum sucesso.

photo6655109468175505701 1 (3) ato 1 de maio (1)

Mas a marcha não foi embora sem ver o rosto do ódio. No caminho de volta à praça, um motorista jogou o carro em cima de uma manifestante, um homem apareceu com uma barra de ferro ameaçando agressões, outro arregaçava as mangas contra nós. Os manifestantes não responderam. A marcha preferiu seguir em um objetivo melhor: tirar comentários e olhares espantados dos restaurantes em seus “almoços de família (rica)”.

De volta à Praça da Liberdade, tendas e um palco começam a ser instalados. Está lançado o Acampamento em Defesa da Democracia e Contra o Golpe, em BH. Assim como em outros estados, os movimentos populares ocupam a praça até o dia 11 de abril, ou data a depender da votação do impeachment no Senado.

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