Não falo de “ovo” por acaso. Poupem os “pintos” não gerados. A “cobra está fumando” há algum tempo na política nacional.

Algum baiano ou baiana, com mira impecável, acertou um ovo na cabeça de João Dória. Fontes mais confiáveis que delatores da Lava Jato juram que a borda ficou crocante: o prefeito saiu de cabeça quente, e agora está querendo, mais que nunca, fritar a esquerda. Ao receber o título de cidadão de Salvador, tornou-se “soteropolitano da gema”.

Alinhado com Alckmin, rivaliza politicamente com aliados de Aécio (que carrega a “Espada de Dâmocles” na cabeça) e Serra (da bolinha de papel). Com um ovo na cabeça, o “oumeletsider” da política neoliberal entende que que para fazer um omelete é preciso quebrar alguns ovos: transporte escolar gratuito, passe-livre estudantil, fomento a cultura, eficiência administrativa… O problema da zeladoria urbana ele empurra para debaixo do tapete da propaganda.

São Paulo é o laboratório de um projeto político, econômico, social e estético de gestão da vida humana. Sob a desculpa de “diminuir” o estado. preconiza uma gestão total: assume como missão histórica o desenvolvimento do Neoliberalismo, sistema que permeia políticas de Estado e a subjetividade humana, por meio da violência física ou simbólica. Discurso de ódio (“anti-Lula e esquerdas”) e propagandas que tentam convencer que consegue fazer uma gemada sem quebrar a casca.

Alckmin, a serpente que nos deixou este ovo, pode ter dele a mesma fidelidade que Washington Luís tinha de seu ministro de finanças: Getúlio Vargas (ou que Allende tinha de Augusto; Dilma de Temer…). Dória não foi para a Bahia por acaso. ACM neto pode representar a esperança tucana de se derrotar Lula no Nordeste.

A oposição democrática à esquerda precisa fazer muito mais que jogar ovos no “ditador municipal” joão Dória. É preciso tirar o ovo da boca para dialogar com a população, formular projeto de país e denunciar a catástrofe que se afigura.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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