Gratidão ao SUS: vacinação de quilombolas no Pará

Respeitar o SUS e defender. Essa devia ser o pensamento de todo brasileiro nos tempos atuais onde os brasileiros se dividem entre os que apoiam a vida e os que apoiam o negacionismo, medicamentos sem comprovação ou eficácia e a morte

Texto e fotos de João Paulo Guimarães Instagram: @joaopaulofotografia O SUS faz muito mais do que o cidadão brasileiro imagina. Criar vacinas e vacinar a população é só um dos serviços que o Sistema Único de Saúde disponibiliza para a população. Em algumas regiões distantes das metrópoles os agentes de saúde precisam entrar em áreas de difícil acesso como garimpos ou áreas de conflitos de terras como a Comunidade Quilombola do Camiranga em Cachoeira do Piriá na fronteira do Maranhão com o Pará próximo de Alto Bonito na UPA onde ficam armazenadas as vacinas AstraZeneca e Oxford que serão distribuídas para as comunidades tradicionais.

Chegando no Quilombo já estão à espera muitos idosos para sua primeira e segunda doses. Mas nem todos comungam da certeza da eficácia e segurança dss vacinas e para isso os agentes do SUS precisam do preparo para lidar com as incertezas de alguns idosos como Dona Oscarina Lucas Ferreira de 87 anos que precisou ser convencida, junto à sua família, da importância da imunização pelo agente Adeilson que foi até o encontro de Dona Oscarina em sua casa para tranquiliza-la quanto à eficácia do imunizante. A idosa que em dois filhos trabalhando na produção de farinha de mandioca na Comunidade do Camiranga tomou a sua vacina no forno de farinha de sua casa para a felicidade dos familiares que temem pela saúde da idosa durante a pandemia que já tirou a vida de mais de 327.000 brasileiros graças à necropolítica genocida de Jair Bolsonaro. O Presidente Negacionista.

Outra quilombola acamada, Maria Gomes de Jesus de 71 anos, tomou sua primeira dose enquanto se embalava em sua rede. A idosa recebeu a imunização despreocupada e feliz com a presença do SUS que foi recebido na Comunidade do Camiranga com muita festa e respeito.
Seu Joao Amorim dos Santos. Nascido em 1950 entrou no ambulatório improvisado já de camisa abaixada pra tomar a vacina. Perguntei a ele se o SUS era bem vindo na comunidade.

“Nós tem que respeitar esse pessoal do SUS né! Todo mundo que vem é muito bom pra nós. “

Respeitar o SUS e defender. Essa devia ser o pensamento de todo brasileiro nos tempos atuais onde os brasileiros se dividem entre os que apoiam a vida e os que apoiam o negacionismo, medicamentos sem comprovação ou eficácia e a morte.

Atendimento em garimpo
Joao Amorim dos Santos.
Atendimento em garimpos urbanos na região de Cachoeira do Piriá.
O SUS até a casa de Dona Oscarina para convida-la a se vacinar. A idosa temia se vacinar, mas após uma conversa perdeu o receio.
Dona Oscarina se vacinando graças ao atendimento do SUS na Comunidade Quilombola do Camiranga no Pará.
Dona Oscarina no forno de farinha de sua casa enquanto aguarda o imunizante.
O agente Adeilson do SUS levou a Dona Oscarina de volta à sua casa após receber a primeira dose da vacina AstraZeneca.
Maria Gomes dos Santos de 77 anos se vacinando na rede em sua casa na Comunidade Quilombola do Camiranga no Pará.

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