Entenda por que Bruno e Dom eram cabras marcados para morrer

É preciso acabar com a máquina de guerra instalada no Vale do Javari contra o meio ambiente e os povos originários. Bruno e Dom: presentes!
Ação contra o garimpo ilegal, promovida pela Apib, em frente ao Ministério de Minas e Energia em Brasília, durante o Acampamento Terra Livre de 2022 - Foto de Sato do Brasil
Ação contra o garimpo ilegal, promovida pela Apib, em frente ao Ministério de Minas e Energia em Brasília, durante o Acampamento Terra Livre de 2022 - Foto de Sato do Brasil

Os desaparecimentos do sertanista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips ecoam como um trágico grito de socorro da floresta amazônica e de seus habitantes originais. Hoje, todo o mundo sabe que ali, naquele monte de folhas que se vê pelo Google Maps, onde fica a Terra Indígena Vale do Javari (a segunda maior do Brasil), dois heróis empenharam suas vidas individuais para defender as vidas coletivas, destruídas diariamente pelo garimpo, pela ganância, pelo ouro, pelo agronegócio, pelo narcotráfico, pela pesca predatória e, até, por missionários religiosos, inescrupulosos defensores de um deus da morte.

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Bruno Pereira não era para estar lá. Ele já tinha sido vestido pelos genocidas com uma camisa desenhada com dois alvos: um na frente e outro atrás. Um terceiro estava estampado em sua testa. Ele era o cabra marcado para morrer.

O estudo dos boletins de serviço da Funai fornece provas eloquentes do compromisso de Bruno com a defesa dos povos isolados e de recente contato. No dia 2 de janeiro de 2020, por exemplo, o boletim registra que Bruno realizou “reunião com autoridades ref. ao assunto presente no documento sigiloso Ofício 219/Gabinete do Procurador/PRM/Tabatinga, de 17/06/2019, que trata da promoção de ações de combate a ilícitos na região do Alto Solimões, com presença de povos indígenas isolados.”

Em 3 de janeiro do mesmo ano, Bruno participou de ações de proteção, monitoramento e vigilância com o objetivo de realizar articulações estratégicas e proceder ao encaminhamento dos preparativos para a execução de Operação de Fiscalização no Jutaí em conjunto com as forças de segurança pública através de ações de coibição de ilícitos ambientais e de combate ao garimpo ilegal na TI (Terra Indígena)”.

Em agosto de 2014, Bruno participou de reunião e discussão no Ministério Público Federal sobre Saúde Indígena e ingresso irregular de missionários na Terra Indígena Vale do Javari.

No começo de 2019, Bruno integrou a “articulação para alinhamentos estratégicos e institucionais com o Comando Militar da Amazônia, Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, Delegacia de Polícia Federal de Tabatinga, 8° Batalhão de Infantaria da Selva do Exército em Tabatinga, que se refere à segurança das equipes operacionais da FPE (Frente de Proteção Etnoambiental) Vale do Javari durante a execução do Plano de Contingência para Situações de Contato, e realizou articulações estratégicas e institucionais junto à Procuradoria da República, Ministério Público Federal do Amazonas em Tabatinga…”

Bruno foi responsável pela Coordenação Geral de Indígenas Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) da Funai até outubro de 2019. Logo depois de coordenar uma operação que expulsou centenas de garimpeiros da terra indígena Yanomami, em Roraima, entretanto, foi exonerado do cargo sem qualquer tipo de justificativa interna.

A exoneração foi assinada no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro pelo então secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ex-delegado da Polícia Federal (PF) Luiz Pontel de Souza, escolhido para o cargo pelo ex-juiz ladrão Sergio Moro. Para ocupar o lugar de Bruno, foi escolhido o missionário evangélico Ricardo Lopes Dias, que atuou entre 1997 e 2007 na Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), organização com origem nos EUA que promove a evangelização de indígenas brasileiros desde os anos 1950. Um coordenador “terrivelmente evangélico”, é claro! Para esses missionários, é preciso arrancar o coração dos indígenas para impor-lhes o Deus vingativo e cruel professado por algumas igrejas cristãs, comprometidas com a teologia da prosperidade. Veja aqui.

Os registros dessas inúmeras notas nos Boletins de Informação da Funai mostram que as atividades de Bruno eram conhecidas por todos os agentes que deveriam zelar pela segurança do território. Que ele se reunia com o Comando de todas as forças repressivas, aí incluídos o Exército, a Polícia, a Marinha, o Ministério Público Federal, a Funai. Ele não era um aventureiro irresponsável, versão que o próprio Bolsonaro esforçou-se para impor à opinião pública mundial nas primeiras horas do desaparecimento.

Acontece que Bruno, depois da exoneração do cargo de Coordenador dos Índíos Isolados, nunca pretendeu para si o conforto de uma aposentadoria precoce. Inconformado, ele pediu para ser licenciado sem vencimentos por dois anos do cargo público. E voltou para o Vale do Javari, desta vez prestando consultoria à União dos Povos Indígenas da região, a Univaja, sobre com defender a Terra Indígena contra a intrusão de garimpeiros, traficantes e pescadores ilegais.

Ciente de que a preservação da terra indígena só poderia ser feita com a exposição para todo o mundo do drama humanitário e ambiental ali presentes, Bruno firmou uma parceria existencial com Dom Phillips, jornalista inglês, branco, colaborador de algumas das mais prestigiosas publicações do mundo: os jornais “The Guardian” e “New York Times”. A parceria ideal. Um sertanista e um jornalista. Um brasileiro e um inglês. E é agora, por causa dos desaparecimentos deles, que o mundo sabe: ali, naquele canto a oeste do Brasil, trava-se uma luta de vida ou morte, de preservação ou de destruição, de respeito às culturas originárias, ou de tributo ao deus Mercado, que vem neste momento se entesourando em ouro e metais preciosos, porque não sabe até quando o dólar se aguenta.

É preciso honrar a luta de Bruno e Dom

É claro que temos de prantear o provável assassinato desses dois heróis. Mas precisamos também honrar os seus sacrifícios. Quando os monstros que hoje governam o Brasil pensaram que tinham acabado com a resistência à invasão das terras indígenas, depois de terem transformado a Funai em uma “fundação anti-indígena, marcada pela não demarcação de territórios indígenas, somada a uma militarização sem precedentes do órgão”, Bruno recusou-se a abandonar sua razão de viver. Ele se reinventou e seguiu na luta.

Há pessoas assim em todo o Brasil. Gente que segue resistindo, apesar de tudo, da perseguição, do risco de vida, do ostracismo, da criminalização.

Honrar essas vidas, agora, significa exigir não apenas a punição de quem interrompeu suas trajetórias heroicas. Não aceitaremos que fique tudo por isso mesmo e que a culpa recaia apenas sobre um sujeito miserável, descartável, meio branco, meio preto, meio indígena. Porque outro miserável será escalado para matar uma nova liderança indígena, um jornalista, um sertanista. Haverá uma comoção, um processo apressado que prenderá esse outro bode expiatório. E assim sucessivamente.

É preciso acabar com a máquina de guerra instalada no Vale do Javari contra o meio ambiente e os povos originários.

Quem é que paga as lanchas, as retroescavadeiras, os tratores, as imensas dragas, os aviões para transporte do minério, quem é que paga tudo isso?

Como é possível que, numa região fortemente militarizada, que conta com as presenças ostensivas de uma delegacia geral de Polícia Civil, uma Delegacia da Polícia Federal, um batalhão de Polícia Militar do Amazonas – PMAM, um presídio estadual, um efetivo da Força Nacional do Brasil, um Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Tabatinga (DTCEA-TT), um Comando de Fronteira do Exército (8º Batalhão de Infantaria de Selva), uma Capitania dos Portos da Marinha do Brasil e uma unidade do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, as principais atividades econômicas locais sigam sendo o contrabando, o garimpo ilegal e o narcotráfico? Por que esse efetivo fortemente armado não cumpre seu papel, e a fronteira ocidental do Brasil segue sendo uma peneira para que ingressem na terra indígena todo e qualquer aventureiro que lance mão, como acontece no Brasil desde 1500?

Como o narcotráfico se conecta à atividade garimpeira, provendo recursos, explorando a prostituição, corrompendo militares, mantendo o fluxo de mão-de-obra necessária ao garimpo, sustentando o exército de assassinos de aluguel?

Como a pesca ilegal e predatória no rio Solimões e seus afluentes conecta-se ao narcotráfico? Como a atividade pesqueira foi “sequestrada” pelo crime organizado de modo a fornecer barcos e canoas destinadas ao escoamento da droga?

Como funciona o comércio de ouro em Tabatinga e cidades vizinhas? Quem compra e quem vende o ouro, nas lojinhas espalhadas pelas cidades do Alto Solimões e do Vale do Javari? É até estranho. São “lojinhas” tão banais e aparentemente inofensivas, quanto os pontos de jogo do bicho no Rio ou em São Paulo. Só que essas lojinhas são só aparentemente inofensivas, haja vista a fortuna amealhada por apenas uma empresa, responsável pela revenda de ouro para os mercados especulativos.

A FD Gold, por exemplo, de propriedade de Dirceu Frederico Sobrinho, também presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro), foi acusada em agosto de 2021 pelo Ministério Público Federal despejar no mercado nacional e internacional 1.370 quilos de ouro ilegal somente entre 2019 e 2020. Detalhe, Dirceu é muito próximo do general Hamilton Mourão (ex-comandante militar da Amazônia) e de altos dignitários do governo de Jair Bolsonaro.

Ah, mas isso é problema “deles” lá!

Errado: a sede da FD Gold, fica na avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo. Em maio, a FD Gold declarou-se proprietária de 77 kg de ouro encontrados em um avião, em Sorocaba. A carga, avaliada em 23 milhões de reais, estava sendo escoltada pelo tenente-coronel Augusto Tasso, lotado na Casa Militar, responsável pela segurança do governador Rodrigo Garcia (PSDB), de São Paulo. Coincidência? Precisa desenhar ou é fácil perceber a conexão entre as forças de segurança e a exploração predatória da Amazônia?

Tudo isso só para dizer que não basta que as investigações sobre o desaparecimento de Bruno Pereira e de Dom Phillips detenham-se na prisão e condenação de um sujeito com o sugestivo apelido de “Pelado”. Esse está pelado de tudo. Sem dinheiro, sem prestígio, sem liberdade, sem nada. Amanhã, esse Pelado aparecerá morto, e todos diremos: “Mereceu”. Mas ele é só o “elo mais fraco” da cadeia de maldades, de cobiça e de horrores.

É preciso que sigamos o dinheiro e vinguemos nossos heróis, perseguindo e condenando os tubarões que financiam a morte dos povos originários e a destruição da floresta. Gente covarde, que usa pobres miseráveis como bucha de canhão enquanto permanecem escondidos atrás das paredes de prédios valiosos na avenida Paulista, refrescados pelo ar-condicionado a milhão e pisando o chão acarpetado do poder econômico.

Dom Phillips e Bruno Pereira! Seguiremos os seus exemplos de amor e solidariedade!
Pelo fim imediato da exploração do ouro e demais riquezas das Terras Indígenas.
Fora Bolsonaro e seu governo genocida!

Leia mais sobre os desaparecimentos de Bruno Pereira e de Dom Phillips AQUI.

Colaborou: Andrea Lanzoni

COMENTÁRIOS

  • Muito elucidativo, estamos com Bruno e Dom , Amazônia é viva e estamos aqui para formar fileiras contra todos que querem usurpar seu povo e suas riquezas.

    • Bolsonaro chegou a trabalhar no garimpo durante um tempo e sabe como funciona o comércio ilegal do ouro. Ao facilitar o garimpo ilegal certamente ele terá seus dividendos dos grandes contrabandistas de ouro que roubam o nosso Brasil. Não foi à toa que ele ofereceu parte de nossa riqueza a Biden pra ajudá-lo nas eleições de Outubro. É um falso patriota assim como muitos militares e funcionários comissionados que tem lideranças nos órgãos ligados ao IBAMA e demais órgãos de segurança pública que deveriam proteger aqueles que defendem a nossa Amazônia e nossos irmãos nativos.

  • Sou a favor da condenação, punição..de quem tirou a vida dos 2.
    Mas.. voto Bolsonaro novamente.

    • Você não entendeu a matéria. Pior, não entendeu quão nocivo tem sido esse (des)governo. Votar novamente nele significa que você concorda com a morte, não somente das pessoas, mas também da Amazônia por elas defendida.

    • Jesus! Eu nao posso imaginar que alguém ainda pense em votar em Bolsonaro depois desse crime hediondo, que o Sr presidente, indiretamente, é culpado, já que apoia esses garimpeiros safados e assassinos. Fecha os olhos para as atrocidades que fazem com os indígenas e com a nossa Amazônia.
      A verdade é que, quem se atrever a protegê-los, morre!!!
      Só espero que não banalizem esse acontecimento. Estou envergonhada por ter um presidente como o Bolsonaro.

    • Você, assim como todos os que votaram e que apoiam esse DESgoverno, é cúmplice dessa situação!

  • Admirável a reportagem,mas triste para nós brasileiros que temos de assistir a esse quadro sem esperança de ver o fim dessa tragédia que cada vez mais destrói um país que tinha tudo pra ser grande.

    • Leal, eleger representantes comprometidos com a vida, e não com a morte, é um dos modos. Mas só isso não basta. Conscientizar o maior número de pessoas sobre tudo isso, conversar a respeito, e assim criar uma consciência coletiva em favor da Amazônia. Também a democracia participativa deve possibilitar que criemos movimentos em prol da vida, de todos os lugares onde estamos. Certamente há muito mais formas de contribuirmos para que haja mudanças nesse quadro de morte e destruição.

    • Eu também! A carga emocional é muito forte. E nós nos sentimos tão impotentes que chega a doer.

  • Parabéns pela matéria , repórter fotografico AdalmirChixaro , freelance

  • Muito boa a análise .estamos atrás dos canhões de bucha e não atrás dos reais perseguidores de líderes como Bruno e Phollips.

  • Se ele foi ameaçado de morte , por que voltou lá sem ajuda de uma força tarefa ? A selva é extensa e há muito perigo , ele não deveria ter exposto a vida dele e do jornalista desse jeito .

    • Algumas pessoas têm a noção exata que a importância da sua luta e do seu trabalho às vezes é maior do que a própria segurança pessoal
      Entenda, não ha “força-tarefa” de proteção a quem luta pelos indígenas e pela floresta, aliás, muito ao contrário. Bruno Araújo Pereira foi EXONERADO da Funai, na gestão ainda do Sérgio Moro, exatamente por ter atuado na localização, apreensão e destruição de mais de 50 barcas mineração ilegal. Há pelo menos 3 ofícios desse ano indicando às autoridades responsáveis pela segurança que as pessoas presas pelos assassinatos estavam atacando e ameaçando indígenas e funcionários da Funai. Se a PM, a Civil e a PF tivessem feito seu trabalho ao receber as denúncias, talvez os dois ainda estariam vivos.

    • Em primeiro lugar quero agradecer a jornalista pela matéria. Que pena que ainda tem pessoas que não percebeu os criminosos, e continuam culpando as vítimas, mesmo elas dêem exemplo de heroísmo, e continuam apoiando criminosos sem assumir qualquer responsabilidade

  • Parece que os investigadores já encontraram um culpado. Políticos acusam, brigam, matam e até dão a vida pelo poder. E, quem são os miseráveis e em que posição estão? De que lado está o acusador e o acusado? Todos devem ser investigados e punidos justamente, tanto por esse e por outros crimes. Eu ainda acredito na justiça. Se ela não punir, Deus a punirá. Acredite.

  • Boa tarde. Eu sempre defendo a natureza. É da onde a gente tira nosso tempo e nossas Águas. Aí vem esse povo sem noção querendo acabar a nossas a nossa natureza e os nossos povos indígenas. Não devemos deixar. Vamos lutar contra bolsonaro e contra todos que querem acabar com nosso Amazonas.

  • Texto belíssimo , esclarecedor e reflexivo .
    Os fedorentos pestilentos jamais compreenderão que a luta é pela SOBREVIVÊNCIA das ESPÉCIES , inclusive nós humanos e insanos seremos banidos do Planeta Terra. .
    Cantemos o CANTO INDÍGENA de BRUNO .
    LUTO NACIONAL 🦜

  • Investigação liga os pontos e dá nome aos bois. Leva o crime mais longe, pra perto de nós. Parabéns, Laura. Vamos juntas na luta que segue, renhida. Abraço!

  • Cometi um erro de indignação pura. Lula ficou no poder por 2 mandatos, portanto 8 anos, e não 10.

  • Por que meu comentário está aguardando moderação, será que neste país falar a verdade e “dar nome aos bois” é crime?

  • Que vergonha para nos brasileiros. Nao sejamos cúmplices de tanta vileza, tanta destruição de nossas riquezas sendo espoliados para mãos de tao poucos egoístas, amparados por um governo corrupto. Fora Bolsonaro!.

  • Creio que qualquer pessoa que tenha pelo menos dois neurônios , desde o início do desaparecimento do Bruno e Dom, que tinham sido friamente executados, pelo estado paralelo instalado na Amazônia, com o objetivo espúrio e torpe do usurpação de riquezas dessa área de vital importância do nosso planeta.
    Temos assistido a tantas mortes de líderes importantes , com propósitos semelhantes: a defesa dos povos indígenas e da Amazônia.
    E como dizia Hanna Arendt, já estávamos nos acostumando com a “banalidade do mal”.
    Porque dizemos isto?
    Esses crimes continuados , vem se especializando na ousadia contra o Estado de Direito, e apresentando requintes cada vez mais cruéis.
    E sempre restaram impunes.
    Mas a repercussão deste crime brutal contra o indigenista como o Bruno e o jornalista inglês, que dedicaram suas vidas na defesa de nossos ancestrais, e o meio ambiente, não deu simplesmente para jogar debaixo do tapete.
    Urge uma mudança rápida, para que os órgãos de defesa da Amazônia e os povos indígenas, sejam restaurados após o desmonte sofridos durante esses três últimos anos.
    Que esse fato possa ter expandido a consciência de todos os brasileiros, para que tenham aprendido a votar corretamente.
    Meu tributo a Bruno e Dom Phillips!

  • Discordo da suposta inocencia do Pelado. Puxe-se a ficha de todos os crimes hediondos com os quais o Pelado está envolvido. Vamos somar todas as maldades do Eko, do Carlinhos 3 Pontes e do Adriano ? Somou ? Pois o Pelado é pior do que estes 3 milicianos juntos.

  • Precisamos cada vez mais de informações, verdades que possa ser divulgadas, espalhadas a quatro vento.

  • Detalhes interessantes: O assassinado Bruno Pereira em 22 de abril em entrevista à FOLHA chamou seu trabalho de “difícil, cansativo e perigoso”, inclusive porque o chefe da FUNAI é Marcelo Xavier, que tem um “estilo autoritário de gestão” e que sua tarefa é para “Destruir a FUNAI por dentro e encontrar aliados para manter a fachada externa de que precisam” e “gerenciar o caos”.
    https://www.brasil247.com/meioambiente/bruno-pereira-relatou-perigo-e-perfil-autoritario-da-gestao-da-funai
    Mas no site do CST command, avisei sobre isso em 2019. Aqui está uma citação: “Em 19 de julho, Bolsonaro nomeia o ex-delegado da Polícia Federal Marcelo Augusto Xavier da Silva como presidente da FUNAI, que foi investigado anteriormente em dois inquéritos internos da Polícia Federal (abuso de autoridade e tratamento inadmissível do procurador) e, De acordo com testes internos, tem instabilidade mental. Conhecendo a posição de Bolsonaro sobre questões indígenas (“eles não terão um centímetro de terra quando eu for presidente”), não é surpresa que Xavier seja chamado de “a raposa designada para guardar a galinha coop” Agora a FUNAI, outrora uma ferramenta de proteção ambiental que protegia a Amazônia da invasão e arbitrariedade das autoridades, também neutralizada.”
    O mesmo vale para as organizações ambientalistas IBAMA e IPAAM, sobre as quais foi dito o seguinte: “Os novos métodos de proteção da natureza também parecem muito estranhos, praticados por subordinados de Caio (o agente da polícia federal que organizou a captura de russos em Manaus) e Procuradoria do Estado – as prisões de ambientalistas do IPAAM (neutralização dos desobedientes), bem como a destruição da última organização ambientalista que atua legalmente na região, o IBAMA… IBAMA, estando sob controle e pressão de Cayo e do promotor Galliano, já perdeu sua independência e só pode servir de “laranja” para a lavagem do dinheiro de seus novos curadores”.
    http://cstcommand.com/index.php/countries/yuzhnaya-amerika/braziliya/item/22-mezhdunarodnyj-prestupnik-berjot-v-zalozhniki-amazoniyu-i-rabotaet-na-ssha-rassledovanie
    Em 2019, o CST command também tratou de denúncias de funcionários do IPAAM que estavam sendo assediados pela Polícia Federal, que era chefiada pelo mesmo delegado Caio, que assumiu o controle do IPAAM, criando ali um clima de medo e prendendo os dirigentes da organização .
    http://cstcommand.com/index.php/countries/yuzhnaya-amerika/braziliya/item/575-cst-command-soobshchayut-iz-brazilii-ob-usilenii-repressij-organizovannykh-temi-zhe-kto-presledoval- russo
    E agora mesmo, após o assassinato de Bruno e Dom, todos de repente se lembraram que no mesmo ano de 2019, um colega do assassinado Bruno Pereira da FUNAI foi até obrigado a obter asilo político na Noruega, porque expôs os crimes de a polícia contra a população indígena, o assassinato de testemunhas de seus crimes pela polícia (incluindo o tráfico de drogas) e a intervenção da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) nas atividades da FUNAI (o fugitivo até os chama de Gestapo), bem como a ligação desses crimes com Bolsonaro..
    https://www.brasil247.com/mundo/a-abin-foi-na-funai-atras-de-mim-conta-indigenista-que-deixou-o-pais-para-nao-morrer

  • História cheia de verdades e cheia de muita tristeza pela morte de Bruno e Dom! Como podemos dar continuidade à luta desses dois heróis destemidos?O que nós, pobres mortais, podemos fazer para proteger o nosso país, da inescrupulosa ação dessa corja que nos governa?

  • Jornalismo responsável, corajoso e necessário. Barbárie sob o signo Bolsonarista não prosperará. A terra envergonhada enlamea as patas de quem brindou com a morte, seu rastro não será apagado, jamais.

  • Essa reportagem retrata a verdadeira situação dos povos indígenas e ribeirinhos da região amazônica. Não podemos calar

  • Que os militares voltem pra caserna e cuidem das fronteiras, seu papel constitucional!!!
    Que saiam de todos os cargos públicos onde Bolsonaro os colocou pra mamarem…
    Cabe à Nação Brasileira, da qual os militares são apenas uma pequena parcela, decidir sobre o futuro da Amazônia, que está sendo SAQUEADA na nossa cara, agora perante o mundo inteiro…

  • Fora Bolsonaro e sua corja!!!
    Aí brasileiros, entendem agora o que significou “abrir a porteira e passar a boiada”????
    Onde estão os civis deste país??? Encurralados? Com medo? Cadê ABI, OAB, STJ, MP, CIMI, CNBB, etc…?????
    Deus permita que a próxima eleição seja o início da reconstrução deste país…

  • MARAVILHOSA reportagem! Muito obrigada Laura e Andrea por compilarem e resumirem essa informação. Que se multiplique para que todos saibam e saibam como a máquina funciona.

  • Fora Bolsonaro e sua gente desqualificada Importante que textos como este continuem elucidando nossa memória Precisamos reagir a esta carnificina em nome do “mercado”

  • Ha mais mistérios entre a Amazônia e o desgoverno miliciano,do que sonha nossa vã filosofia!!!

  • Minha gente
    Tem que haver um jeito de acabar com essa matança do nosso povo !
    É uma DESGRACEIRA o que está acontecendo . Afinal esse contingente de grupos encarregados da segurança do lugar está lá PRA QUE ?

  • Admirável o trabalho de Bruno Pereira e Don Phillips, corajosa reportagem que emociona, move internamente a vontade, questiona e faz pensar o que se pode fazer para que haja justiça e continue a luta para acabar com a barbárie as terras indígenas, a Amazônia é ao meio ambiente. Como posso fazer algo? Como me integrar, participar, somar aos demais na continuidade do trabalho e justiça de BRUNO e PHILLIPS?

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