Dia do Fogo – quando o dia virou noite

Para resgatar a memória dos #diasqueviraramnoite, a plataforma Agro É Fogo, está incentivando pessoas a postarem seus registros dos "dias que viraram noite" em decorrência do fogo em município, seja após o Dia do Fogo em 2019, no ano passado, ou nas últimas semanas.
Há DOIS ANOS, a fumaça gerada por queimadas na Amazônia percorreu milhares de quilômetros e levou sua fuligem até o sudeste do Brasil

Nesse mês completaram-se dois anos do DIA DO FOGO

Há DOIS ANOS, a fumaça gerada por queimadas na Amazônia percorreu milhares de quilômetros e levou sua fuligem até o sudeste do Brasil, fazendo o dia virar noite em plena tarde na cidade de São Paulo.

Era o “Dia do Fogo”, como ficou conhecido o tenebroso dia 10 de agosto de 2019, uma ação coordenada por fazendeiros do entorno da BR-163, no Pará e que fez o número de focos de calor aumentar cerca de 300% de um dia para o outro em Novo Progresso, principal município da região. Vários trechos de mata preservada foram atingidos. A comunidade internacional disparou a sirene alertando para a emergência socioambiental vivida pelo Brasil sob o governo Bolsonaro.

Em 2020, em plena pandemia, 40% do Pantanal matogrossense virou cinza e áreas extensas de Cerrado também foram queimadas. A fumaça dos incêndios, degradou a qualidade do ar, impactando diretamente a capacidade de recuperação das pessoas que contraíram o coronavírus em diversos municípios da região.

A fumaça tem ido cada vez mais longe, atingindo em alguns casos áreas urbanas distantes. Também chama atenção, a situação de comunidades tradicionais, que têm seus territórios invadidos por esses incêndios criminosos, muitas vezes usados como estratégia do agronegócio para expulsar moradores e roubar suas terras .

Na seca atual, a situação segue crítica e o orçamento público destinado às brigadas de combate ao incêndio dos órgãos ambientais nunca foi tão baixo. Enquanto as comunidades se organizam em brigadas populares para evitar que a tragédia se repita, o governo parece apoiar e torcer pela destruição. A possibilidade de que novas queimadas aconteçam, e em proporções ainda maiores cresce a cada dia.

De acordo com dados levantados pelo MapBiomas (Iniciativa do SEEG/OC (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima) e produzido por uma rede colaborativa), 20% do solo brasileiro já queimou uma vez desde 1985. Nos últimos dois anos, a quantidade de área incendiada voltou a crescer. Segundo o levantamento, 60,4% do fogo começa em imóveis rurais privados.

Para resgatar a memória dos #diasqueviraramnoite, a plataforma Agro É Fogo, está incentivando pessoas a postarem seus registros dos “dias que viraram noite” em decorrência do fogo em município, seja após o Dia do Fogo em 2019, no ano passado, ou nas últimas semanas.

Para participar desse esforço coletivo de mapeamento, poste sua foto na sua rede preferida com a tag: #diasqueviraramnoite

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