Vermelho

De um rio doce queremos saciar a sede, mesmo além dos pecados que molham. De repente achamos que o mundo foi feito para nós, na rede nos sentimos senhor, definimos ilusões, como o pôr do sol tingindo tudo, antecedendo a noite, denunciando o amanhã.

Ilusão é o termo desse tempo, falta de ciência, sentimentos não são rio ou chuva, nem pernas são, quando muito opinião, como grão de areia, praia a perder de vista.

Rede hoje não é de peixe, ou de redação e dos editores, seres quase extintos na origem dos fatos. Não existe mais amor em labirintos, apenas arranjo de sinapses, famas fugazes, vaidades retintas. Urucum na pele persiste nos que restaram. Há ideias para adiar o fim do mundo, ideia e desejos que agregam, outros dispersam na fortuna e o leque de fé, créditos espúrios, carências próprias.

Cada um traça seu caminho no rumo dos passos, paço, palco de si, marés e curso, leito. Tanto imaginamos loucuras, ondas de beira, maresia. Na última floresta a boca come, o céu fuma vozes da terra. 

Aguastes, tingires a pele.

*imagens por helio carlos mello – Jornalista Livre

História lava.

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