Caso Lula: a condenação da Justiça seletiva e a necessidade da Revolução Democrática

O pensamento conservador precisa punir exemplarmente o principal líder da “turma de baixo” para impor o medo

Por Emílio Lopez

Todos e todas já sabem que Lula será condenado. E todos sabem por que Lula será condenado. Por defender os direitos dos pobres e ter a ousadia de fazer políticas que permitissem “aos de baixo” ascender socialmente, especialmente pela via do acesso ao ensino superior.

O que vamos assistir em Porto Alegre?

Vamos assistir a Justiça trocar a toga pelas vestes esfarrapadas da seletividade, que punirá pobres e deixará impunes os nobres. Vamos assistir a destruição dos princípios mínimos republicanos e a instalação de uma ditadura de setores do judiciário.

O pensamento conservador sabe que precisa punir exemplarmente o principal líder da “turma de baixo” para impor o medo e com isto, pretendem fazer um risco no chão para dizer da daqui a esquerda não poderá passar.

Por isso,  no dia 24, o TRF4 não estará apenas condenando Lula,  mas tentando impedir que a esquerda  possa assumir o poder pelo voto.    O julgamento do ex-presidente é, na verdade, uma magistral tentativa do  establishment golpista de demarcar o terreno e dizer até onde um candidato de oposição  pode ir.

É tempo de coragem e a história não perdoará aqueles que não entenderem que a condenação de Lula trás consigo um aviso e uma pré condenação antecipada a Boulos, Luciana Genro, Ciro Gomes, Manuela, Sônia Guajajara  e  a qualquer outro que ouse vislumbrar o poder e ameaçar os ricos, os nobres e os poderosos.

Precisamos de uma esquerda que tenha a coragem cidadã de dizer bem claro: vamos disputar para valer e vamos atravessar o risco que vocês estão desenhando.

Justiça x “justiça”

Somos cidadãos, pagamos impostos e não vamos aceitar uma “justiça” que vive promovendo a injustiça. Uma “justiça” que nega os mais elementares direitos de defesa a cada um de nós. Uma “justiça” que usa de seu poder para prisões arbitrárias com o objetivo de desmoralizar  reputações e destruir famílias. Uma “justiça” que, como mostra Tacla Duran , se vale dos mecanismos legais para perseguir  os seus adversários. Isto não é Justiça, isto é a ditadura de setores do judiciário que se unem descaradamente a interesses de rentistas e de parte da mídia para promover o ódio aos pobres e aos que ousam pensar diferente.

É urgente pensar e defender uma revisão da estrutura do poder judiciário. Para que gastar bilhões com aqueles que deveriam defender a sociedade, mas usam de seu poder para beneficiar  escancaradamente projetos políticos e eleitorais conservadores ou pessoais?

A direita sabe que precisa aniquilar Lula para conseguir aprovar todas as suas maldades contra o povo, a começar pela Reforma da Previdência.

Lula será condenado por dois ou três votos, mas nós poderemos daqui a nove meses, com milhões de votos, e pela revolução democrática, acabar com esta “justiça” seletiva e nada republicana.

E como pode três pessoas terem o poder de impedir milhões de decidirem o que querem para o futuro de nosso país?

Esta é a esperança que vai nos animar para a luta  que se inicia contra mais um etapa do golpe contra os direitos do povo.

Observação: A falta de provas nas acusações contra Lula é evidente, visto que o triplex não é dele e o próprio juiz não conseguiu provar nenhuma relação do processo com a lavagem de dinheiro do Petrolão.

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