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Cair de boca é frase entre espelhos, causa vários inversos e perspectivas. No domingo de carnaval é uma odisseia entrar no metrô, a cidade está toda na rua. Todas as fantasias e perturbações estão à mostra, toda aparência é permitida nos vagões sob a terra numa folia.

Vou para o faroeste, na região da craco, festejar a entrega do Prêmio Cai de Boca, inusitada condecoração à pessoas e instituições relevantes na defesa dos direitos humanos, artista e profissionais da comunicação.

Os corpos são outros no cordão do triunfo que procuro, no quadrilátero do pecado, região em que muitos travestis foram mortos. Em 1987, a polícia civil deu início à Operação Tarântula, operação que legalizou a prisão arbitrária de travestis que se prostituíam em São  Paulo. Apesar de a operação ter sido suspensa pouco tempo depois, travestis passaram a ser assassinadas misteriosamente, a tiros.

O Assassinato do Presidente é a peça em cartaz no Teatro Pessoal do Faroeste. Historicamente, a rua do Triunfo foi local de boemia, hoje se institui como ponto  resistência e dá visibilidade às pessoas mais excluídas da sociedade. Artistas, transexuais, moradores de ruas, imigrantes e refugiados, comerciantes e tantos movimentos, tudo se mistura na região central e marginal da metrópole. 

Joana Brasileiro, representando o Jornalistas Livres, recebe o Prêmio Cai de Boca.

A CIA do Faroeste, fundada em 1998 , reconhecido trabalho de ocupação e intervenção social e artística que contribui para transformação e revitalização urbana da região da Luz, ocupa a cena entre ruas da craco em festa. Irreverentes sambam ao som de uma caixa de som puxada num carrinho de mão ao som de Benjor, Rita Lee entre outros cruzando a Ipiranga e São João, desafiando a guarda, parando o trânsito.

  • Imagens por Helio Carlos Mello©

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

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