Bolsonaro e vice serão investigados por conduta no 7 de Setembro

O ministro do STF Benedito Gonçalves abriu uma investigação sobre a conduta do presidente e seu vice durante os atos de 7 de Setembro
Jair Bolsonaro e então ministro da Defesa, Walter Braga Netto, durante cerimônia no Palácio do Planalto [Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino]

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves abriu uma investigação para avaliar a conduta de Jair Bolsonaro e seu vice, Braga Netto, durante os atos e desfile que aconteceram no 7 de Setembro. O inquérito foi aberto a pedido do PDT, que julgou que os eventos possuíram caráter partidário e não abrangeram as comemorações do bicentenário da independência, acusando Bolsonaro e Braga Netto de abuso poder político e econômico, além da “utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social”. O partido também acusa Bolsonaro de ter utilizado seu discurso em benefício de sua reeleição.

Por: Camilla Almeida

De acordo com o ministro, “em primeira análise, a petição inicial preenche os requisitos de admissibilidade” e os candidatos tem um prazo de 5 dias para apresentarem suas defesas a Justiça Eleitoral.

Bolsonaro e seu vice estiveram presentes no evento oficial do governo dos 200 anos da Independência do Brasil, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que contou com a presença de outras personalidades como o empresário Luciano Hang. Logo após, ambos partiram para um ato com apoiadores do presidente, no qual Bolsonaro discursou fazendo ameaças ao STF e incitando atos de violência política. Estima-se que tenha sido gasto R$ 3,38 milhões pela Administração Pública pela totalidade do evento. Além disso, o valor da estrutura do desfile da Independência representou é 247% maior do que gasto na mesma data em 2019.

De acordo com o PTD, ao analisar as falas de Bolsonaro e a organização do 7 de Setembro, fica claro que uma comemoração cívica foi usada “para fins de promover a sua candidatura à reeleição para o cargo de Presidente da República”. O partido ainda coloca: “Ressalta-se que o discurso proferido foi verbalizado a partir das mesmas premissas entoadas em inúmeros discursos realizados, de modo que resta nítida a utilização do eventos para fins eleitorais”.

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