Ato lembra vítimas e chama atenção para prevenção ao HIV/Aids entre jovens

Laço vermelho na escadaria marcou o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids Neste dia 1º de dezembro, Dia Mundial da luta contra AIDS, as vítimas da doença foram lembradas e as políticas públicas para quem vive e convive com o vírus foram defendidas em ato simbólico realizado na Praça do Papa. Um laço vermelho foi estendido, junto a velas e cartazes com palavras de ordem. As imagens foram distribuídas nas redes sociais.
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Laço vermelho na escadaria marcou o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids

Neste dia 1º de dezembro, Dia Mundial da luta contra AIDS, as vítimas da doença foram lembradas e as políticas públicas para quem vive e convive com o vírus foram defendidas em ato simbólico realizado na Praça do Papa. Um laço vermelho foi estendido, junto a velas e cartazes com palavras de ordem. As imagens foram distribuídas nas redes sociais.

Laço vermelho na escadaria marcou o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids


Neste dia 1º de dezembro, Dia Mundial da luta contra AIDS, as vítimas da doença foram lembradas e as políticas públicas para quem vive e convive com o vírus foram defendidas em ato simbólico realizado na Praça do Papa. Um laço vermelho foi estendido, junto a velas e cartazes com palavras de ordem. As imagens foram distribuídas nas redes sociais.
Laço vermelho na escadaria marcou o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids

PrEP 15-19

O projeto PrEP 15-19 é uma pesquisa que avalia o uso da Profilaxia Pré-exposição ao HIV (PrEP) como parte da chamada prevenção combinada, através do uso diário de dois antirretrovirais associados em um único comprimido (tenofovir+emtricitabina) entre jovens de 15 a 19 anos que se identificam como gays, homens que transam com homens, mulheres trans e travestis.

Aqueles que optam pelo não uso do antirretroviral, continuam tendo acesso à informação adequada sobre prevenção, camisinha, lubrificante, aconselhamento, teste para diagnóstico de HIV (feito no local ou com o autoteste) e a outras ISTs, tratamento ou encaminhamento para serviço especializado, além de orientações sobre a vacinação contra as hepatites A e B. Tudo de graça.

Esse é um estudo multicêntrico nacional realizado pela UFMG, USP e UFBA e com financiamento da OMS/Unitaid e Ministério da Saúde. Em Belo Horizonte, as atividades ocorrem principalmente no Centro de Referência da Juventude (CRJ), em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte.

Interessados podem entrar em contato pelo o whatsapp do projeto (31) 9 9726-9307 ou instragram @nodeumatch. A assistência virtual Amanda Selfie também pode ajudar. É só chamá-la para conversar pelo site (prep1519.org), ou no Facebook @amandaselfie

A realização foi da Rede Estadual de Adolescentes e Jovens que vivem e convivem com HIV/AIDS – MG, com apoio do projeto da UFMG PrEP 15-19, que promove prevenção ao vírus por meio de uso diário de antirretrovirais entre jovens de 15 a 19 anos. Foi respeitado o distanciamento físico, uso de máscaras e demais medidas de prevenção à covid-19.

A ideia do ato surgiu pela importância de relembrar e celebrar a vida e luta de todas as pessoas que dedicaram suas vidas nos movimentos de HIV/AIDS para garantir o tratamento integral oferecido pelo SUS às pessoas vivendo com o vírus. Segundo a UNAIDS, agência da ONU, 38 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo. Só no Brasil, dados disponíveis do Ministério da Saúde registram 270.277 óbitos por Aids no país desde 1996. Vale lembrar que Aids é o nome da doença causada pelo vírus HIV quando ele não é diagnosticado e devidamente tratado.

“Nossa grande luta é que se torne política pública. O SUS oferece PrEP para jovens e adultos acima de 18 anos, mas não tem para adolescentes. Para isso é importante que as pessoas e os coletivos se organizem para reivindicar essa política para o público jovem”, afirma Walter Ude, professor da Faculdade de Educação da UFMG e coordenador das educadoras e educadores-par do projeto PrEP 15-19.

O momento também foi um ato de resistência pelos retrocessos nas políticas da área enfrentados atualmente. A Rede lembra que recentemente tivemos mudança de nomenclatura do Departamento de IST, AIDS e hepatites virais (que passou a se chamar Departamento de Doenças de condições crônicas e ISTs), invisibilizando ainda mais o HIV/AIDS. Além disso, o decreto 9759 de 11 de abril de 2019 extinguiu os canais de participação social e entidades sociais em políticas públicas, posteriormente limitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também tivemos, na mesma data, o decreto 9761, que extinguiu a política de redução de danos. 

“As campanhas do Ministério da Saúde voltaram a explorar o medo como estratégia da prevenção e, em diversas ocasiões, o presidente e as autoridades do governo já demonstraram não ter interesse em ampliar o debate sobre saúde sexual”, afirma Guilherme Freire, participante da Rede. Nesse contexto, em fevereiro do ano passado o presidente Jair Bolsonaro declarou que “pessoa que vive com HIV é despesa para todos no Brasil”. 

Laço vermelho na escadaria marcou o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids

Rede de jovens MG +

A Rede Estadual de Adolescentes e Jovens que vivem e convivem com HIV/AIDS – MG oferece acolhimento, enfrentamento e luta por melhorias e direitos para os jovens que vivem e convivem com HIV/AIDS. 

Mais informações nas redes sociais: 

facebook.com/rededejovensmg

IG: @rededejovensmg

Laço vermelho na escadaria marcou o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids
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