Até quando estes bandidos vão desgovernar o BraZil?

VENDIDO e SEM MÁSCARA: Jair Bolsonaro (sem partido) participa de almoço com o embaixador dos EUA Todd Chapmann (de chapéu, ao centro)
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Por Ricardo Melo*

Junto ao embaixador dos EUA, Bolsonaro e alguns de seus comparsas festejam o 4 de julho, a data da independência… americana!

Todos sem máscaras, sorridentes, como se estivéssemos no melhor dos mundos. Lembra aquelas fotos de Pablo Escobar e asseclas comemorando mais uma venda gigante do narcotráfico.

É muita provocação. EUA e BraZil hoje encabeçam o ranking de desgraças provocadas pela pandemia. Donald Trump despenca nas pesquisas para as eleições americanas. Sob sua orientação, os Estados que resolveram lançar seus cidadãos ao abate experimentam um salto geométrico nos infectados e mortes. Basta consultar o New York Times. A Flórida, por exemplo, virou o oásis da covid-19.

Aqui no BraZil, os números também não deixam mentir. Os casos aumentam nas cidades e invadem o interior. O mais lamentável é ver e ouvir supostas autoridades dizer que atingimos o tal do “plateau”: mais de 1.200 mortes por dia! Gente morrendo como moscas em lâmpadas de açougue. “E daí”?

As fotos dando conta da orgia em bares do Leblon no Rio deveriam envergonhar qualquer ser humano digno desse nome. Mas não. Neofascistas, patricinhas, mauricinhos e desmiolados em geral festejavam a liberdade de disseminar o coronavírus. Eles podem. Têm a bufunfa subtraída da maioria pobre para recorrer a um Copa d’Or da vida e outros hospitais de elite, caso algo dê errado. Já o povo padece em filas do SUS sem respiradores, quando não morre em casa e nas filas de atendimento.

Outros tantos arriscam a vida em motocicletas e bicicletas sem nenhuma proteção para ganhar uma ninharia entregando comida para os “bacanas”. E as pretensas autoridades ainda têm dúvidas sobre como legislar para interromper essa exploração criminosa da força de trabalho. “Ora, são empreendedores”, dizem os acadêmicos a serviço do genocídio oficial. Como alguém pode ouvir e ler isto e ficar calado?

O BraZil está às vésperas de uma explosão social. As manifestações dos entregadores são apenas um sinal. Aos poucos, os desvalidos percebem que enfrentar o vírus nas ruas é a única saída para derrubar a gangue de bandoleiros que assaltou as instâncias de poder oficial. Assim como fizeram os milhões de americanos que arriscaram a vida e enfrentaram os perigos sanitários para combater os supremacistas de Trump.

Por aqui, Bolsonaro continua o mesmo. Sua pele de cordeiro é tão frágil quanto sua trajetória e seu caráter. Basta ver os vetos que decidiu sobre o uso de máscaras. Governadores e prefeitos, com raras exceções, estão mais interessados em fundos eleitorais do que nas milhares de vidas perdidas. A maioria deles não têm plano ou estratégia que não seja as próximas eleições. Cadê os recursos para os microempresários, para os informais, para quem não tem dinheiro sequer para o café da manhã?

O momento é difícil. Mas o povo, como sempre, saberá vencer esta avalanche de crueldades. Quem viver, verá.

*Ricardo Melo, jornalista, foi editor-executivo do Diário de S. Paulo, chefe de redação do Jornal da Tarde (quando ganhou o Prêmio Esso de criação gráfica) e editor da revista Brasil Investe do jornal Valor Econômico, além de repórter especial da Revista Exame e colunista do jornal Folha de S. Paulo. Na televisão, trabalhou como chefe de redação do SBT e como diretor-executivo do Jornal da Band (Rede Bandeirantes) e editor-chefe do Jornal da Globo (Rede Globo). Presidiu a EBC por indicação da presidenta Dilma Rousseff.

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