As articulações do campo progressista para construir uma plataforma estratégica para o Brasil

Rudá Ricci, cientista político

Prometi postar aqui uma síntese das iniciativas do campo popular e de esquerda que estão ocorrendo para construir um projeto político para o Brasil, alguns deles focados na contribuição à campanha de Lula.

O primeiro deles é o Projeto Brasil Popular da frente já conhecida que envolve PT, PCdoB, Consulta Popular, MST etc. São 32 grupos temáticos criados há dois anos. No site (https://projetobrasilpopular.org) é possível encontrar cadernos, por tema, com a produção acumulada.

A segunda iniciativa é do Outras Palavras, liderada pelo Antonio Martins. No site (https://outraspalavras.net ) é possível acessar a sequência de reflexões e produções temáticas, principalmente na seção “Resgate”. São 14 temas centrais.

A terceira experiência é do BR Cidades. Nasceu na Frente Brasil Popular, mas ganhou autonomia, embora não tenha rompido com a Frente. Entre os vários líderes desta iniciativa, gostaria de destacar a militância de Ermínia Maricato, ex-secretária de Habitação do governo Erundina. Acesse aqui: https://www.brcidades.org/ .

A quarta iniciativa é do grupo Unidade na Diversidade. Eu sou um dos coordenadores desta articulação que envolve mais de 250 organizações e lideranças sociais. A intenção é produzir uma contribuição de um projeto de esquerda para o país a ser discutido com coletivos feministas, antirracistas, agroecológicos e LGBTQIA+.

Há ainda, iniciativas como o do canal Resistentes que, recentemente, elaborou um projeto global definido pela garantia da soberania nacional.

Existem articulações temáticas em curso, como o da Articulação Brasileira do Pacto Educativo Global (ABPEC). A ABPEC está chamando um encontro nacional em abril para definir uma plataforma progressista para a educação brasileira.

Finalmente, muitos coletivos e organizações do campo de esquerda decidiram lançar candidaturas fortes para o Congresso Nacional, caso do MST, Consulta Popular e Frente Antirracista.

Quem é de esquerda tem a obrigação de acompanhar essas iniciativas.

Tem hora para se queixar e tem hora para se engajar.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornalistas Livres

COMENTÁRIOS

  • Estou sempre atenta a está dupla. Curto a escrita de Rudá e a ilustração de Marta Moura

  • POSTS RELACIONADOS

    Ministério Público, cultura ou barbárie?

    Por Gilvander Moreira[1] A ação de reintegração de posse movida contra famílias vulneráveis da Ocupação Marielle Franco pelo prefeito de Montes Claros/MG, Humberto Souto, de

    >