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por Lidiston Pereira da Silva*

Problema: como o uso da máscara pode ser pensando (hipótese), enquanto estratégica de dominação, tendo como situação de leitura os efeitos das (im)posturas presidenciais diante da obrigatoriedade e da importância do uso de máscara, como cuidado e proteção em saúde coletiva e individual?

Nos preocupa tais condutas, porque a supomos pensadas estrategicamente. Imaginamos como parte estratégica para compor um ataque social, fragmentação, mobilização negativa. Como? Disparando duas bombas que se intensificam e se realizam por meio do exercício da violência e da violação: o Fanatismo e as Rebeliões nos presídios.

De um lado, liberação das igrejas e templos para encontros coletivos e a não obrigatoriedade do uso de máscara. No domínio da fé, poderá redundar em crescimento de mortes entre fieis, mas vivido e fomentado no horizonte ideológico apocalíptico (aliando-se a praga de gafanhotos, furação bomba), podendo dar ensejo ao Fanatismo, como reações desmedidas dos escolhidos diante da imagem do fim dos tempos. De outro, ao vetar a obrigatoriedade do uso de máscara nos presídios, sabe, senão espera, que os aprisionados não vão morrer em silêncio, surgindo condições para as Rebeliões.

Nota-se, como diria Hannan Arendt, a banalização do mal. Focando essa atitude precipitada expressa nas generalizações dos vetos presidenciais de não obrigatoriedade do uso de máscara, no momento em que entra em liberação a reunião de coletivos, os estádios, os centros esportivos, os shoppings, os bares, salões de beleza e a seguir as escolas. Cabe destacar uma diferença: a liberação dos shoppings, dos centros esportivos e das escolas, bem como, a não obrigatoriedade de usar máscara nesse espaços coletivos, não tende a promover reações fanáticas e de rebeliões, já a não obrigatoriedade do uso de máscara em igrejas e presídios, abre condições para surgir manifestações que envolvam a violência e nefastas formas de violações. Como?

Por princípio de contagio, a aglomeração sem proteção é um fator agente de propagação. Supõe-se que todas as formações coletivas sem segurança tenderam a promover o aumento da propagação do vírus, todos poderão causar muitas mortes. Com isso o aumento do medo, do desespero, da dor, da perda se intensifica no imaginário social. Nossa hipótese: é que isso é esperado, senão almejado, para que surja duas grandes bombas em meio ao caos de pânico e terror generalizado no tecido social: o Fanatismo como reação da fé exacerbada e Rebeliões, pela revolta prisional.

Essa hipótese fica provocante quando se imagina que a família presidencial se apresenta muito ligada a culto envolvendo fanatismo, bem como, os fortes indícios de uma parte dos políticos estarem diretamente ligada ao mundo do crime, em franca aliança com os chefes dos apenados, que estão morrendo e se rebelando. Gritaram por suas vidas? Sim, sem dúvida! Mas gritaram por direitos constitucionais pela vida individual e coletiva ou gritaram para fazer barulho, dentro de cumplicidade a uma catástrofe orquestrada? Por outro lado, as intensificações dos fanatismos legaram benevolência e desprendimentos para o amor universal, ou se tornarão na oportunidade da revanche dos escolhidos? Uma imagem: os bandidos soltos e os homens de bem armados, em meios ao caos de morte generalizada pela pandemia, fomentado por discursos fervorosos compondo um cenário apocalíptico para o surgir do fanatismo. Outra, rebeliões, presídios, aprisionados, familiares, fugas, em franca luta mortal com o estado, a segurança, a polícia e, enfim, o exército. Resposta ao caos: intervenção federal.

Claro, são apenas hipóteses frente ao momento político que são notícias diárias nas mídias, onde se acompanha como nossos dirigentes entram em cheque, como estão se encurralando diante da sociedade, no confronto com o Judiciário, por ilícitos que ferem a democracia social brasileira. Surge a questão: como a forma dominadora ganha território ou sai de seus sufocos? Seja como for, não é sem promover o medo e o terror generalizado, cenário propicio para se colocar o salvador, o herói, o mito. Espero que sejamos fortes para não deixar isso acontecer. Espero que essa hipótese seja só mais uma bobagem que faz rir…

*Lidiston Pereira da Silva é Psicólogo (CRP/5 43477) e atende na Clínica nos Sentimentos, além de fazer parte do coletivo É-NÓS

Veja mais: Ao Vivo, falamos com o médico infectologista Helio Bacha, sobre o Coronavírus

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