A “Constituição” de Bolsonaro: 2 mil mortos por dia

O Brasil virou um país sem lei. Ou melhor, vive um período em que é regido pela “Constituição” escrita por um grupo de milicianos da pior espécie, orientados por um criminoso instalado no Palácio do Planalto.

Por Ricardo Melo, para os Jornalistas Livres

O Brasil virou um país sem lei. Ou melhor, vive um período em que é regido pela “Constituição” escrita por um grupo de milicianos da pior espécie, orientados por um criminoso instalado no Palácio do Planalto.

O país vem se tornando recordista dos piores rankings do mundo. A nossa “democracia” é uma farsa que espanta até os setores mais conservadores.
Já são 114 os pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro. Nenhum deles foi levado adiante graças ao contubério entre o Planalto e o Congresso. Os presidentes da Câmara e do Senado não passam de ajudantes de ordens de um capitão expulso do Exército.

Voltemos à “Constituição” bolsonarista.

Vacinas? Para quê? Todo mundo vai morrer mesmo como disse o recruta transformado em capitão. Aglomerações estão vetadas Brasil afora. O uso de máscaras e outras precauções é imperativo em milhares de municípios. O isolamento social, idem. Tudo amparado na Carta de 1988. Já na de Bolsonaro não passam de papel amassado. De provocação a deboche, o milico segue desrespeitando o que deveria ser obrigação.

Os indígenas e suas reservas são protegidos pela lei oficial. Pela “Constituição” de Bolsonaro, isso nada vale. Assistimos a um massacre sem precedentes contra os yanomami em benefício de garimpeiros delinquentes liberados pelo ministério do ½ ambiente. O capataz desse escândalo chama-se Ricardo Boiada Salles.
Ah, este, merece um capítulo especial. É um delinquente orgulhoso de seu papel. Em São Paulo, foi incriminado pelas tramoias ambientais que promoveu no cargo. O que deveria ser um ônus, virou um bônus. Ganhou o cargo de ministro. Ministro dos madeireiros ilegais, transgressores. O Rei da boiada contra o país. Que se dá ao luxo de cobrar explicações ao lado de um assessor armado e ser recebido com honras de autoridade em instalações da República.

Na “Constituição” de Bolsonaro cabe também a destruição do pouco que restava do Exército, se é que este servia para alguma coisa. O Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mentiu, mentiu e mentiu um pouco mais em seu depoimento na CPI.


Na “Constituição” de Bolsonaro, general da ativa pode frequentar palanques, mentir e sair às ruas sem máscara

Dias depois de desfilar sem máscara num shopping, compareceu a uma manifestação sem máscara e nem vergonha ao lado de seu chefete. Discursou até, daquele jeito trôpego que todos conhecem. Desrespeitou os princípios elementares de qualquer regulamento. Numa democracia de verdade, dormiria no xadrez. Não só por isso, mas por ter deixado como missão cumprida mais de 400 mil brasileiros mortos.

A “Constituição” de Bolsonaro é tudo isso e mais um pouco. Anistia de fato para ladrões de dinheiro público mediante rachadinhas comprovadas. O Brasil vive uma ditadura de fato, onde chacinas como de Jacarezinho passarão em branco, o assassinato de Marielle e seu motorista vão cair no esquecimento e a fome que se espalha servirão de plataforma eleitoral. Nem Papa Doc, no Haiti, chegou a tanto.
Pode um país suportar tudo isso por mais um ano e meio? Com todas as precauções possíveis e necessárias, só há uma saída. Sair às ruas, enquanto os políticos se encontram em colóquios indiferentes aos mais de 2 mil mortos diários que se acumulam nos cemitérios. Lula deveria meditar sobre isso ao trocar afagos com FHC. Mas isso é assunto para um próximo artigo.

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