5.000 trabalhadores sem terra e camponeses aguardam Lula em Londrina

Povo do MST aguarda a chegada de Lula Foto: Marlene Bergamo
Povo do MST aguarda a chegada de Lula Foto: Marlene Bergamo

Cerca de 5.000 trabalhadores sem terra e camponeses que já conquistaram a terra aguardam a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no assentamento Eli Vive, situado em Londrina, Paraná. Foi Lula quem, em 2009, regularizou a posse da terra de 7.500 hectares por 501 famílias (cerca de 3 mil pessoas), que haviam passado 5 anos acampadas debaixo de lonas pretas. Hoje, o assentamento Eli Vive, cujo nome homenageia o líder sem terra Eli Dallemole, assassinado aos 42 anos em março de 2008, é uma das jóias da Reforma Agrária no Brasil.

Em sua visita ao Eli Vive, maior área de Reforma Agrária em região metropolitana do Brasil, Lula agradecerá todo o apoio que recebeu do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante os 580 dias em que permaneceu preso em Curitiba, por força da farsa jurídica da Lava-Jato, comandada pelo ex-juiz Sergio Moro. O MST foi uma das principais organizações que sustentaram a Vigília Lula Livre defronte à sede da Polícia Federal, exigindo a libertação do ex-presidente.

Além de Lula, estarão presentes a presidenta nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann, Roberto Requião, ex-senador que acaba de se filiar ao PT para disputar o governo do Paraná, e os dirigentes nacionais do MST João Pedro Stédile e João Paulo Rodrigues.

O ato também tem o objetivo de lançar a campanha nacional pelos comitês populares para elaborar um projeto de Brasil com a população nos bairros, nos locais e de estudo, igrejas e espaços culturais.

Sandra Ferrer, dirigente do MST e uma das principais lideranças do assentamento Eli Vive afirma, toda orgulhosa, que os camponeses que receberam a terra querem mostrar a Lula a importância da reforma agrária para a produção de alimentos saudáveis, livres de transgênicos e agrotóxicos:

“Em pouquíssimo tempo, 13 anos, desde que ocupamos a terra, já provamos que somos capazes de entregar 10 toneladas por semana de alimentos ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), chegando a mais de 100 escolas de Londrina e região. Na última safra, nossa cooperativa comercializou 15 mil sacas de milho, 10 mil de soja e 10 mil sacas de feijão preto e carioquinha. Também entregamos 15 toneladas de alimentos na Central de Abastecimento (Ceasa) toda semana, além de comercializarmos 80 mil litros de leite por mês. Por fim, estamos construindo uma agroindústria para beneficiamento do milho crioulo (como aquele que nossos pais e avós usavam, sem sementes transgênicas), e produção de fubá, quirerinha e ração, além do empacotamento do feijão.”

COMENTÁRIOS

  • Parabéns quanta produção! Isso é o capitalismo provando que o trabalho dignifica o homem e enobrece a humanidade.

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