Segunda edição do Women’s Music Event aborda protagonismo da mulher na música brasileira

Entre as convidadas, Lei Di Dai, rainha do dancehall falou sobre a importância das plataformas digitais para a ascensão da mulher na indústria musical

No último final de semana, aconteceu a segunda edição do Women’s Music Event, no Centro Cultural de Sâo Paulo. A conferência de dois dias, tratou de assuntos voltados para o protagonismo da mulher da indústria da música brasileira. Entre painéis e workshops, foram discutidos temas desde direitos autorais das músicas até como movimentos que antes estavam dentro do gueto e tornaram-se grandes sucessos da música nacional, com fenômenos como Karol Conka, Flora Matos, entre outras.

Além disso, entre as convidadas, Lei Di Dai, rainha do Dancehall e uma das líderes do projeto Gueto pro Gueto, falou sobre a ascensão das mulheres na indústria da música, através das plataformas digitais, ao lado de Renata Simões, Camila Garófalo e Roberta Youssef. “Eu vi esse projeto nascer em uma salinha na Redbull, não poderia deixar de participar”, afirma a cantora que acompanhou o início do projeto Women’s Music Event, desde a primeira edição falando sobre empreendedorismo.

A plataforma surgiu do projeto pulso, na Red Bull, onde havia uma sala só com mulheres. Cantoras, técnicas de som e produtoras para criarem batidas e musicas. No final, tornou-se tão importante que para encerrarem fizeram um painel só com mulheres, e deste saiu um grupo no Facebook para unir mulheres, possibilitando a conexão de várias profissionais da música brasileira.

As idealizadoras, Cláudia Assef e Monique Dardenne criaram a plataforma para incentivar a expansão das mulheres dentro da indústria musical, não só apenas cantoras, mas betmakers, técnicas de som, DJs, entre outras. De acordo com a União Brasileira de Compositoras (UBC), apenas 11% das pessoas cadastradas no sistema são mulheres, conclui que embora haja um avanço no protagonismo feminino, ainda há um caminho longo pela frente.

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