Empreiteira, com o respaldo da Polícia Militar, instala cerca em terreno investigado pelo Ministério Público

Especulação imobiliária quer despejar projetos comunitários

Em Campinas ( SP), na Vila União, bairro da região sudoeste da cidade, a população tem lutado pelos projetos comunitários culturais, sociais e inclusivos que a especulação imobiliária que derrubar.
A Cooperativa Habitacional de Araras que era responsável pela compra e distribuição dos terrenos da vila União vendeu, por valores muito abaixo do preço de mercado, 16 terrenos destinados ao uso comunitário. A venda foi realizada de forma questionável e não divulgada publicamente.
Entre os terrenos vendidos estão as áreas em que funcionam o Ponto de Cultura Maloca, a Maloca Arte e Cultura, o Cursinho Herbert de Souza e o Instituto IBECA, projetos comunitários da região que contam com uma longa história de serviço e benefício à comunidade.
Por conta de diversas irregularidades na venda dos terrenos, foi encaminhada uma representação ao Ministério Público Federal pedindo investigação das vendas.
O processo 24756_16 corre em segredo de justiça e ainda não existe a liberação para qualquer construção das áreas dos terrenos.
A empreiteira particular que atende o interesse dos compradores do terreno tem tentado ocupar a área que está em processo na justiça. Ela instalou irregularmente uma guarita de vigilância privada no terreno da Praça comunitária, na área próxima o Ponto de Cultura Maloca. E no dia de hoje (28), com o apoio da Polícia Militar, está construindo cercas.
A população do bairro tem constantemente se manifestado contra a venda irregular para especulação imobiliária dos terrenos designados ao uso comunitário e consequentemente ao despejo dos projetos sociais comunitários, a comunidade local vem organizando atos, vigílias e protestos. Segundo moradores, em várias ocasiões denunciaram e acionaram a polícia militar a respeito das irregularidades que a empreiteira está fazendo na área, e de acordo com esses moradores, a resposta d dada pelo órgão era que nada poderia fazer enquanto não houvesse a sentença do Ministério Público.

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