Reitoria da UFMG é conduzida coercitivamente pela Polícia Federal

A acusação é de desvio de dinheiro na construção do Memorial da Anistia, que foi construído com resistência e minado diversas vezes pelo Governo Temer
Foto: Agatha Azevedo | Jornalistas Livres

Segundo a Polícia Federal, a operação “Esperança Equilibrista” investigou que o recurso entregue à UFMG, cerca de R$ 4 milhões de reais não teria sido repassado corretamente e que haveriam fraudes na Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), responsável pelos fomentos à pesquisa na instituição, que incluem o pagamento de pesquisadores e estudantes para realizarem os trabalhos de maneira pedagógica.

Jaime Arturo Ramires e Sandra Regina Goulart Almeida foram conduzidos coercitivamente nesta manhã (06) para a PF de Belo Horizonte, localizada no Bairro Gutierrez em Belo Horizonte. Também foi presa a professora Silvana Coser, organizado da exposição sobre a anistia no Centro Cultural da UFMG, e outras 11 pessoas. Uma grande mobilização da comunidade acadêmica e dos movimentos sociais está no local acompanhando as ações que, segundo os manifestantes, visa impedir que as ações de memória, verdade e justiça, que contam a história da anistia, sejam realizadas, pois as mesmas não seriam de interesse do atual governo golpista.  Sandra, atual vice-reitora e eleita reitora para a próxima gestão, já foi liberada, e às 14 horas haverá uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais sobre o assunto.

O Memorial foi idealizado ainda em 2008, quando o presidente do Brasil era o Luiz Inácio Lula da Silva, e visava manter viva a história dos que morreram e lutaram no período da ditadura e sobreviveram para ver seus torturadores e executores de tantos outros anistiados, já que a lei foi ampla e irrestrita, contemplando militares e sociedade civil organizada.

A Comissão da Anistia do Ministério da Justiça vem tendo dificuldades há vários meses em realizar as ações do projeto, devido à mudanças no Ministério feitas durante o Governo Temer, que barram os avanços e as pesquisas. Um dos exemplos é o caso da exposição realizada no Centro Cultural da UFMG, que ficou aberta até o fim de julho deste ano mesmo com tentativas impedir a sua abertura e obrigá-la a fechar antes do previsto.

Confira as fotos do ato em defesa da UFMG realizado em frente à Polícia Federal de Belo Horizonte:

Foto: Lucca Mezzacappa | Jornalistas Livres

Foto: Lucca Mezzacappa | Jornalistas Livres

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Mineira, jornalista, fotógrafa, videomaker e editora da rede Jornalistas Livres.

> jornalistaslivresmg@gmail.com

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Um comentário
  • Alcilene Rodrigues Monteiro Fritz
    7 dezembro 2017 at 10:36
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    Precisava de roupas camufladas? Tudo em nome do espetaculo!!!

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